Mansur apresenta oito propostas para a educação na Bahia

    Candidato destaca valorização dos profissionais e ampliação do acesso ao ensino

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    O candidato ao Governo da Bahia, Ronaldo Mansur (PSOL), apresentou oito propostas voltadas à educação no plano de governo registrado no Tribunal Superior Eleitoral  (TSE) para as Eleições de 2026. O documento estabelece como princípio a garantia da educação como direito e atribui ao Estado a responsabilidade pela implementação de políticas públicas para o setor.

    Entre as medidas previstas está a valorização dos profissionais da educação, com a defesa do cumprimento do piso salarial nacional do magistério, além da criação de planos de cargos e carreiras e de políticas de formação. O candidato também defendeu ações de combate ao analfabetismo e critica o fechamento de escolas. “É preciso combater o analfabetismo”, diz no programa de governo e declarando que “fechar a escola é condenar essas pessoas ao analfabetismo”.

    Plano propõe ampliar creches e criar escolas com turnos noturnos

    O plano também propõe ampliar o número de vagas em creches, inclusive com a criação de unidades noturnas para que aqueles pais que trabalham a noite possam ter uma maior segurança e apoio em onde deixar os filhos. Além de defender a universalização do atendimento na pré-escola e nos ensinos fundamental e médio e aumentar a oferta na Educação de Jovens e Adultos (EJA).

    O documento prevê ainda atenção específica às escolas do campo, quilombolas e indígenas, além da expansão da educação profissional, tecnológica e do ensino superior, incluindo graduação e pós-graduação.

    Entre as demais propostas estão a participação da comunidade escolar na escolha de diretores e na definição das políticas de cada unidade de ensino. Ronaldo Mansur também defende a adoção de políticas que fortaleçam o investimento público em educação, com ampliação da autonomia financeira, administrativa e de gestão das instituições de ensino.

    Veja as propostas para a educação:

    1. Ampliar as vagas em creches e criar programas de creches noturnas; 
    2. Universalizar o atendimento na pré-escola, no ensino fundamental e no ensino médio, com atenção especial às escolas do campo, às escolas quilombolas e às escolas diferenciadas indígenas; 
    3. Matricular na EJA todos que dela necessitam; 
    4. Ampliar as vagas na educação profissional e tecnológica; 
    5. Aumentar as vagas no ensino superior, tanto na graduação, quanto na pós-graduação; 
    6. Instalar processos de escolhas de diretores das escolas, a partir de consultas feitas com a participação da comunidade escolar;
    7. Instalar instâncias colegiadas, escolhidas através de consultas às comunidades escolares, que terão a função de definição das políticas de cada unidade escolar;
    8. Formular políticas públicas dos sistemas municipais, estaduais, distrital e federal de educação a partir de processos conferências, com ampla participação das comunidades escolares; pela autonomia financeira, administrativa e de gestão das instituições públicas de ensino em todos os níveis.