A candidata ao Senado pela federação PSOL/REDE na Bahia, Delliana Ricelli (PSOL), marcou posição crítica ao governo estadual do PT ao apresentar a composição de sua chapa no estado.
Ao lado de Ronaldo Mansur e Meire Reis, Ricelli defendeu a necessidade de uma chapa própria de esquerda no pleito baiano, criticando as alianças locais feitas pelos petistas, mas reiterando o apoio da federação à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no âmbito nacional.
“Nós somos uma chapa de esquerda junto com Ronaldo Mansur e Meire Reis, somos uma chapa de oposição ao governo do PT, representamos essa esquerda que não se rende, que não abandona os movimentos sociais, que acredita numa renovação da política na necessidade da mudança na fotografia do poder, com outras pessoas ocupando esse espaço, que geralmente é ocupado por homens brancos e ricos”, afirmou a candidata ao bahia.ba.
Críticas ao PT
Ao avaliar o cenário político regional, Ricelli criticou a aproximação do PT com partidos de centro na Bahia, argumentando que a conduta enfraquece o campo progressista.
“Nós da federação não estamos envolvidos em nenhum esquema de corrupção. Os candidatos do PT, o Partido dos Trabalhadores têm se aproximado mais do centro. Esse partido, que infelizmente tem se rendido a uma tática que o deixou refém desses processos de conchavos para as eleições, isso tem fragilizado o próprio campo da esquerda”, declarou.
Apesar dos ataques à condução política local do PT, a postulante ao Senado reforçou o alinhamento com as pautas nacionais.
“O nosso objetivo é de fato trabalhar pela reeleição do presidente Lula, pelo fim da escala 6×1, pelo fim do orçamento secreto, dessa emenda Pix que é dinheiro da União enviado para os municípios sem que haja necessariamente um projeto que a União consiga vistoriar, acompanhar como esses recursos tem sido usados”, destacou.
Propostas
A candidata também detalhou propostas voltadas às áreas econômica, educacional e ambiental.
“Valorizamos o fato da gente ter aprovado uma isenção para pessoas que recebam até cinco mil reais, mas precisamos avançar na taxação das grandes fortunas, dos bancos, bets e fintechs. Precisamos trabalhar para a valorização dos profissionais de educação, inclusive com isenção de impostos para os professores da educação básica”, disse Ricelli, defendendo ainda medidas ligadas ao campo.
“Acreditamos na necessidade da proteção, reconhecimento e demarcação dos territórios dos povos tradicionais, assim como também proteção aos ambientalistas que atuam nessas áreas e também a criação e consolidação de cooperativas agrícolas voltadas para a soberania alimentar e também o aumento do repasse para a agricultura familiar”, finalizou.

