Renan Santos supera vaquinha eleitoral de Flávio Bolsonaro

    Candidato ultrapassa R$ 1,2 milhão em doações, enquanto Flávio soma R$ 186,3 mil

    Foto: Divulgação/Partido Missão

    O candidato à Presidência da República Renan Santos (Missão) já arrecadou R$ 1.247.936,54 por meio de vaquinha eleitoral virtual. O valor supera a quantia registrada pelo candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL), que soma R$ 186.329,37 em doações. A diferença entre os dois montantes é aproximadamente 6,7 vezes maior para Renan.

    Além de superar a vaquinha de Flávio Bolsonaro, a vaquinha do candidato do Missão é quase o dobro do valor arrecadado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) em 2022. Até o momento, três das sete plataformas autorizadas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) registram arrecadações que, somadas, chegam a pelo menos R$ 10,4 milhões para cerca de 2 mil campanhas.

    Valor arrecadado representa 60% das arrecadações em 2022

    As demais plataformas não apresentam valores arrecadados no período informado. O montante representa mais de 60% dos R$ 16,3 milhões movimentados pelas sete plataformas durante toda a campanha eleitoral de 2022, considerando os valores corrigidos.

    As campanhas eleitorais podem utilizar o financiamento coletivo desde 15 de maio, conforme autorização do TSE. A modalidade permite que candidatos recebam doações de pessoas físicas antes e durante o período eleitoral, seguindo as regras estabelecidas pela Justiça Eleitoral para a arrecadação e prestação de contas.

    A diferença na arrecadação também evidencia a diferença de poder entre os partidos. Enquanto partidos com maior representação contam com parcelas mais expressivas do fundo eleitoral, siglas menores e candidaturas com menor estrutura partidária precisam recorrer as doações e outras formas permitidas de financiamento.

    O PL afirma que a vaquinha eleitoral funciona como uma ferramenta de mobilização política e aproximação entre candidatos e apoiadores. “Ajuda a criar um sentimento de participação efetiva de todos apoiadores e eleitores […] Vale lembrar que existe um teto de gastos para a campanha presidencial e o partido decide, dentro desse limite, o valor a ser repassado”, diz a nota.