Políticos usam mal o instrumento da política. E o povo dança (e feio)

    Política e políticos são coisas distintas. Política é instrumento, é como o violão, depende de quem toca. E no Brasil, eis o problema, nós temos tido um violão muito ruim

    Frase da vez

    “A discórdia almoça com a abundância, janta com a pobreza, ceia com a miséria, e dorme com a morte

    Benjamin Franklin, jornalista, político e cientista, considerado um dos fundadores dos EUA (1706-1790)

    Foto: Rodolfo Stuckert/Câmara dos Deputados
    Foto: Rodolfo Stuckert/Câmara dos Deputados

     

    Jamil Querino, do bairro da Pituba, leitor amigo e dito fiel, faz-nos uma pergunta instigante:

    Por que gostar tanta de política já que no Brasil virou sinônimo de descaração?

    Primeiro vamos pontuar, meu caro. Política e políticos são coisas distintas. Política é instrumento, é como o violão, depende de quem toca. E no Brasil, eis o problema, nós temos tido um violão muito ruim (o modelo, a começar pelo dos partidos), tocado por péssimos tocadores (os políticos) para uma plateia que não sabe o que é boa música. E é nessa batida que o povo dança, no pior sentido da palavra.

    Convém ressalvar que a política partidária, por ser a atividade mais escancarada, parece ser a mais descarada. Mas não é bem isso.

    Se na política, tão escancarada, a Lava Jato revela podridão digna dos mais tenebrosos submundos, que será que se passa em outros poderes cuja visibilidade é tão pequena que quase não se vê? Certo é que se a Polícia Federal der um volteio em outros campos não perde a viagem.

    Que o diga o TCE do Rio.