O prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil), afirmou que o movimento de prefeitos e aliados que deixaram a base do governador Jerônimo Rodrigues (PT) é consequência de promessas feitas e não cumpridas pelo governo estadual.
Segundo Bruno, os gestores municipais teriam recebido compromissos durante encontros com o governador, mas enfrentariam dificuldades para tirar as obras anunciadas do papel. Ele afirmou que o cenário tende a provocar novas saídas da base governista.
“Nós avisamos que isso ia acontecer, e tem mais vindo por aí, fruto de quê? Fruto da enganação, da enrolação, das falsas promessas, de compromissos assumidos e não cumpridos”, afirmou.
O prefeito disse ainda que as cobranças não partem necessariamente dos gestores, mas da própria população, que teria criado expectativas a partir dos anúncios feitos pelos prefeitos após reuniões com o governo estadual.
“Criar uma expectativa, não é nos prefeitos, são nas pessoas na cidade. O prefeito é apenas o reflexo do sentimento das pessoas”, declarou.
Confira a declaração:
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Convênios e obras prometidas
Bruno Reis relatou que prefeitos participaram de reuniões com Jerônimo Rodrigues nas quais teriam sido anunciados investimentos para os municípios. Segundo ele, em alguns casos, os projetos ainda não foram elaborados; em outros, os convênios não teriam sido assinados ou os recursos não teriam sido repassados.
“Então lá atrás diversos prefeitos se reuniram com o governador, ele assinou um bucadinho de papel, aquelas plaquinhas que vocês viram, vem levantar para um lado e para o outro, e agora o povo está cobrando, porque o prefeito chegou na cidade, divulgou, disse que aconteceria”, afirmou.
De acordo com o prefeito de Salvador, a falta de execução dos compromissos teria aumentado a insatisfação dos gestores municipais.
“E muitas não têm sequer projeto, outras que têm projeto, os convênios não foram assinados, e outras, se os convênios foram assinados, os recursos não foram repassados, por falta de gestão”, disse.
Críticas à gestão de Jerônimo
Bruno também criticou o governador ao afirmar que Jerônimo teria dificuldade em acompanhar os compromissos assumidos com os municípios.
“O governador não sabe, ele não sabe nem o que ele prometeu”, declarou.
Segundo Bruno Reis, prefeitos teriam sido procurados posteriormente pelo governo para relembrar quais investimentos haviam sido anunciados durante os encontros.
“Na reta final ele estava chamando os prefeitos para dizer, minha cara, como é que foi mesmo, o que é que eu prometi aí, para tentar ver se dava para cumprir parte ou para conter”, afirmou.
‘Se der a palavra, cumpro’
Ao concluir a crítica, Bruno Reis afirmou que a responsabilidade pelas promessas é de quem as faz e defendeu que compromissos assumidos sejam cumpridos.
“Um movimento que vai ser natural e a culpa não é do prefeito, a culpa é do governador, que criou expectativas do prefeito chegar lá onde sua população, agora eu só volto se fizer. Ninguém é obrigado a dar a palavra, mas se der a palavra, cumpro”, finalizou.

