Ivana Bastos critica uso de mulheres nuas em ato de ACM Neto

    Para a parlamentar, o episódio expõe diferenças entre a forma de fazer política do grupo de oposição

    Foto: Sandra Travassos/Alba

    A presidente da Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA), deputada estadual Ivana Bastos (PSD), criticou o uso de mulheres nuas durante um ato de campanha ligado ao ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União Brasil).

    Para a parlamentar, o episódio expõe diferenças entre a forma de fazer política do grupo de oposição e a campanha do governador Jerônimo Rodrigues (PT), candidato à reeleição.

    Primeira mulher a presidir a Alba, Ivana afirmou que a presença feminina na política deve ser acompanhada pela ocupação de espaços de poder e decisão, e não pela exposição dos corpos das mulheres.

    “Enquanto nós, do lado de cá, lutamos para ampliar a presença das mulheres na política, nos espaços de poder e de decisão, o candidato do lado de lá permite que sua campanha seja associada a uma cena que reduz mulheres a seus corpos. Isso diz muito sobre a diferença entre os projetos que estão sendo apresentados à Bahia”, afirmou Ivana Bastos nesta terça-feira (1º).

    O episódio ocorreu na última sexta-feira (28), durante um evento de campanha no bairro de São Cristóvão, em Salvador. Mulheres nuas participaram do ato sobre um carro de som que acompanhava o percurso.

    Deputada diz que episódio não deve ser normalizado

    Ivana Bastos também criticou a associação da exposição dos corpos femininos a atividades político-eleitorais e defendeu que o respeito às mulheres esteja presente nas práticas de campanha.

    “Repudio com firmeza esse episódio. Respeito às mulheres não pode existir apenas no discurso. Precisa estar nas atitudes, nas escolhas e na forma de fazer política”, acrescentou.

    A deputada voltou a condenar o episódio e afirmou que a exposição não deve ser tratada como algo corriqueiro em eventos políticos.

    “Não dá para tratar a objetificação do corpo feminino como algo normal, muito menos dentro de uma atividade político-eleitoral. Qualquer pessoa precisa compreender que mulher não é adereço de campanha nem instrumento de espetáculo”, disse.