O apresentador Carlos Roberto Massa, o Ratinho, recebeu R$ 1,68 milhão do Banco Master por campanhas publicitárias do Credcesta, um dos principais produtos da instituição financeira. As informações foram divulgadas pela coluna de Andreza Matais, do portal Metrópoles.
De acordo com um relatório da Polícia Federal divulgado na última terça-feira (1º), o Banco Master tinha mais de R$ 42 milhões em contas pendentes de pagamento em 14 de julho de 2025. Na relação de credores estavam a empresa de comunicação de Ratinho, a Massa & Massa, e o escritório da esposa do ministro Alexandre de Moraes.
Ainda segundo o documento, a dívida com a empresa de Ratinho era de R$ 420 mil. Já o escritório da esposa do ministro tinha uma parcela de R$ 3,4 milhões a receber.
As pendências aparecem em uma planilha enviada a Vorcaro por um funcionário do banco. Na mensagem, o empregado alerta o banqueiro sobre mais de R$ 40 milhões em débitos que precisavam ser pagos naquele dia e pergunta se poderia quitar R$ 15 milhões para evitar o acúmulo das dívidas.
Vorcaro respondeu autorizando o pagamento de R$ 15 milhões e determinou que o escritório da esposa de Moraes fosse incluído entre os pagamentos. Não há informação sobre a confirmação do pagamento à empresa de Ratinho naquele dia.
Ratinho recebeu quatro parcelas
A assessoria do apresentador informou que o valor foi quitado em quatro parcelas de R$ 420 mil ao longo do contrato, totalizando R$ 1,68 milhão.
“À época da celebração do contrato, o Banco Master operava regularmente e não havia questionamentos públicos sobre sua idoneidade que impedissem ou desaconselhassem uma relação comercial dessa natureza”, afirmou a assessoria ao Metrópoles.
Ainda de acordo com a equipe de Ratinho, a relação comercial foi encerrada posteriormente após atrasos nos pagamentos.
“Posteriormente, diante de atrasos e do desencontro entre a prestação dos serviços e os respectivos pagamentos, a relação comercial foi encerrada por meio de distrato”, informou.
Credcesta tinha servidores da Bahia como público-alvo
O Credcesta era um cartão de crédito consignado voltado principalmente para servidores públicos do governo da Bahia. O produto chegou ao Banco Master pelas mãos de Augusto Lima, que posteriormente se tornou sócio da instituição.
Além da Massa & Massa, a lista de débitos do Banco Master também incluía outros nomes ligados à política e ao setor jurídico. Entre eles estavam o escritório de advocacia do presidente nacional do União Brasil, Antonio Rueda, e uma consultoria ligada ao ex-ministro do governo Jair Bolsonaro (PL), Ronaldo Vieira Bento.

