Guarda Civil de Salvador aposta em tecnologia para suprir efetivo

    Com cerca de 1.300 agentes em atuação, corporação aposta em videomonitoramento e inteligência

    Foto: Reprodução/Youtube
    O inspetor-geral da Guarda Civil Municipal (GCM) de Salvador, Marcelo Silva, admitiu a necessidade de ampliação no efetivo de agentes no município, mas defendeu o investimento em tecnologia e inteligência como estratégia para suprir a ausência física de guardas nas ruas da capital baiana.
    Em entrevista realizada ao programa .ba, o inspetor detalhou o histórico e a dimensão atual do contingente da corporação. Segundo Silva, no primeiro concurso realizado para a formação da GCM, em 2008, foram aprovados cerca de 1.300 guardas. Atualmente, o contingente conta com 1.343 agentes ativos.
    “O número é suficiente? A gente carece de aumento. Mas a incrementada de tecnologia a partir do CCOP [Centro de Controle Operacional], instalado no bairro do Chame-Chame, vai nos ajudar a minorar a ausência física. Através do videomonitoramento, estaremos presentes com inteligência e eficiência para ajudar a população”, afirmou o inspetor-geral.
    A fala expõe um dos principais gargalos na gestão da segurança pública municipal na capital baiana: o crescimento da demanda por patrulhamento urbano e proteção de patrimônio público em ritmo desproporcional ao aumento do número de servidores em atuação ao longo dos últimos 16 anos.
    Para contornar as limitações orçamentárias e operacionais de novas contratações em massa, a Prefeitura de Salvador tem apostado na modernização das ferramentas de fiscalização e vigilância integradas.
    Segundo Marcelo Silva, a ampliação do alcance das câmeras e a otimização dos recursos operacionais permitirão que a instituição permaneça atuante mesmo em locais sem patrulhamento presencial constante. “Através do videomonitoramento, estaremos presentes com tecnologia e inteligência para ajudar mais”, concluiu.