Fábio Mota descarta crise interna e explica má fase do Vitória

    Foto: Victor Ferreira/EC Vitória

    O presidente do Vitória, Fábio Mota, convocou uma coletiva de imprensa nesta sexta-feira (4), na sala de imprensa do Barradão, para explicar o momento delicado vivido pelo clube na temporada. Na oportunidade, o diretor de futebol do clube, Sérgio Papellin, confirmou a permanência de Jair Ventura no comando técnico do Vitória. 

    De acordo com Fábio Motta, a queda de desempenho do Rubro-Negro baiano por conta das lesões e o desgaste físico como principais fatores para a queda de rendimento da equipe. O dirigente afirmou ainda que o elenco segue prestigiado e garantiu a permanência do técnico no comando da equipe.

    “É muito fácil ser da coletiva depois de ser campeão da Copa do Nordeste, não é? É fácil. Segundo, para mostrar que a gente está aqui, tá? O elenco continua prestigiado, o treinador continua no cargo até a segunda ordem”, declarou.

    Fábio Motta disse ainda que os problemas enfrentados pelo clube não estão relacionados a questões financeiras ou à falta de união entre os jogadores. Segundo ele, o principal obstáculo atualmente é o físico.

    “Os problemas que nós temos internos não são problemas de dinheiro, não são problemas de desunião. São problemas físicos”, afirmou.

    Ainda segundo o dirigente, o planejamento da temporada priorizou a conquista da Copa do Nordeste e uma campanha competitiva na Copa do Brasil, o que acabou aumentando o desgaste do elenco e levando o clube a abrir mão de alguns compromissos do Campeonato Brasileiro.

    “Por uma série de contusões, por o time estar cansado, por um planejamento que foi feito para ganhar a Copa do Nordeste, em detrimento do Campeonato Baiano, por um planejamento que foi feito para a gente seguir firme na Copa do Brasil e abrir mão até de alguns jogos do próprio Campeonato Brasileiro”, explicou.

    Lesões pesam no momento do Vitória

    Fábio Mota destacou que a formação do Vitória mudou significativamente ao longo da temporada por causa dos problemas físicos. Ele citou como exemplo jogadores como Baralhas, Martínez, Ramon e Nathan foram prejudicados por lesões durante a sequência de partidas.

    O dirigente avaliou ainda que o desempenho do Vitória nas competições nacionais teve um custo físico para o elenco. O dirigente lembrou que a equipe enfrentou Flamengo e Athletico-PR na Copa do Brasil e avançou de fase, mas acumulou desgaste.

    “Se a gente não tivesse passado pelo Flamengo, que foi muito bom para a instituição, se não tivesse passado pelo Athletico, com certeza a gente não estava com o Baralhas machucado, não estava com o Martínez machucado, não estava com o Ramon machucado, certo? Não estava com o Nathan machucado”, disse.

    O presidente reconheceu a fase ruim e afirmou que o clube trabalha para recuperar o desempenho. Fábio Mota também pediu o apoio da torcida para que o Vitória consiga superar a sequência negativa.

    “Nós estamos aqui lutando para que essa má fase passe. Esperamos todos com o apoio da torcida”, concluiu.

    Desempenho do Vitória depois da Copa

    Desde a pausa para a Copa do Mundo, o Vitória disputou 12 partidas e venceu apenas três. Os triunfos foram contra Vasco, pelo Campeonato Brasileiro, Athletico-PR, pela Copa do Brasil, e Botafogo, novamente pela Série A. O time ainda empatou com o Botafogo em outro compromisso pelo Brasileirão.

    No período, foram oito derrotas: duas para o Vasco, ambas pela Copa do Brasil, além de resultados negativos diante de Remo, Palmeiras, Athletico-PR, Flamengo, Bahia e Atlético-MG.

    Com a sequência ruim, o aproveitamento do Vitória despencou de 72,2% para 27,8% dos pontos disputados.