Eleito no Bahia, Luciano Lopes defende rigor na relação com SAF

    Novo integrante do Conselho Fiscal cita governança, patrimônio e fiscalização do acordo com o City

    Foto: Divulgação

    Eleito para integrar o Conselho Fiscal da Associação Esporte Clube Bahia no triênio 2026-2029, Luciano Lopes defendeu o fortalecimento da governança e da fiscalização sobre as contas e o patrimônio do clube. Entre os pontos que pretende acompanhar está a relação da Associação com a Bahia SAF e o City Football Group.

    Luciano recebeu 53 votos na eleição realizada pelo Conselho Deliberativo e ficou entre os três candidatos mais votados. Advogado e contador, ele também atua como diretor executivo do Grupo Prima e vice-presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis da Bahia (ABIH-BA).

    Segundo o novo conselheiro, a ampliação das atividades da Associação, inclusive com a possibilidade de entrada em novas modalidades esportivas, deve aumentar a necessidade de controles administrativos e financeiros.

    “Essa expansão é muito positiva para o Bahia, mas também traz novas responsabilidades. Quanto maior a atuação da Associação, maior precisa ser a qualidade dos seus controles, da governança, do compliance, da gestão de riscos e do acompanhamento dos recursos”, afirmou.

    Relação com a Bahia SAF

    Outro ponto destacado por Luciano é o acompanhamento das obrigações estabelecidas entre a Associação e a Bahia SAF. Ele defende atenção a questões que possam afetar patrimônio, governança e compromissos econômicos e financeiros do Esporte Clube Bahia.

    “O Conselho Fiscal é um órgão da Associação. Nosso papel é fiscalizar as contas, proteger o patrimônio e contribuir para que os interesses do Esporte Clube Bahia e dos seus associados sejam preservados. Dentro dessa responsabilidade, o contrato com a SAF precisa ser acompanhado com muita atenção e rigor técnico”, disse.

    Luciano ressaltou, no entanto, que a fiscalização não representa interferência na administração da SAF ou na gestão do futebol.

    “A SAF possui sua própria estrutura de gestão e governança. A Associação também precisa ser forte, organizada e preparada para exercer plenamente os seus direitos. São estruturas distintas, com responsabilidades distintas, mas vinculadas por uma relação que precisa ser permanentemente acompanhada”, explicou.

    Para o mandato, o conselheiro afirma que pretende contribuir com experiências nas áreas de finanças, auditoria, controles internos, compliance e gestão de riscos.

    “O Bahia está entrando em uma nova fase. O crescimento precisa vir acompanhado de sustentabilidade, transparência e controles cada vez mais sólidos”, concluiu.