Bruno Reis cobra explicações de Wagner sobre caso Banco Master

    Bruno Reis afirmou que Jaques Wagner e outros citados no caso Master devem prestar esclarecimentos à sociedade, como fez ACM Neto

     

     

    O prefeito Bruno Reis (União Brasil) cobrou nesta segunda-feira (14) que o senador Jaques Wagner (PT) e outras pessoas citadas nas investigações sobre as irregularidades envolvendo o Banco Master prestem esclarecimentos à sociedade. A declaração foi dada durante o lançamento do Edital Wanda Chase de Fomento à Cultura, à Arte e à Memória.

    Para Bruno, os citados no caso deveriam adotar a mesma postura do ex-prefeito de Salvador e candidato ao Governo da Bahia, ACM Neto (União Brasil), que teve o nome mencionado em duas frentes relacionadas ao caso.

    “Espero que o senador e tantos outros que estão sendo citados possam esclarecer, como ACM Neto fez. Não exercia cargo público, foi contratado formalmente, prestou o serviço, recolheu os tributos e, portanto, uma atividade legal. O que eu espero é que os outros que já foram citados ou que estão citados, e os que venham a ser, possam também prestar esclarecimentos à sociedade da mesma forma que fez ACM Neto”, disse Bruno Reis

    Em seguida, o prefeito elevou o tom ao defender que os envolvidos expliquem publicamente qual foi a relação mantida com o Banco Master.

    “Quem não deve, explica, justifica e esclarece. Não omite, esconde e deixa de dar informações. Vamos botar os pingos nos is. Então, bora cada um esclarecer qual é a relação, qual é o envolvimento e que contribuição e o que fez para que a gente não esteja vendo essa vergonha nacional que está aí”, declarou.

    Em março, apontamentos do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) indicaram que ACM Neto recebeu R$ 3,6 milhões do Banco Master. Na ocasião, o ex-prefeito confirmou o recebimento dos valores, mas negou qualquer irregularidade. A defesa de ACM Neto afirmou que os repasses eram lícitos e correspondiam a serviços formais de consultoria.

    Além disso, uma reportagem do UOL apontou que o banqueiro Daniel Vorcaro teria afirmado, em uma proposta de delação premiada, que ACM Neto e Antônio Rueda, presidente nacional do União Brasil, teriam direito a 10% dos valores investidos no Banco Master por institutos de previdência e outras instituições públicas.

    Segundo o relato atribuído a Vorcaro, os dois teriam atuado para abrir portas para o banco no Rioprevidência, no Amapá e no Amazonas, além da Cedae, no Rio de Janeiro. Os investimentos teriam alcançado cerca de R$ 2 bilhões, e a comissão de 10% poderia representar uma obrigação de R$ 200 milhões aos dois políticos.

    Já Jaques Wagner foi alvo da nona fase da Operação Compliance Zero, que investiga irregularidades relacionadas ao Banco Master.

     

     

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