Wagner detona sessão do STF: ‘Foi aquele Big Brother’

    Após sessão marcada por tensão no STF, Jaques Wagner defendeu que o julgamento sobre Moraes e Mendonça seja retomado após as eleições

    Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

    O senador e candidato à reeleição pela Bahia, Jaques Wagner (PT), criticou a sessão do Supremo Tribunal Federal (STF) realizada na terça-feira (15), que discutiu os procedimentos envolvendo os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça. 

    Em entrevista à Rádio Metropole nesta quarta-feira (16), Wagner classificou a sessão como um “Big Brother” e defendeu que a discussão seja retomada apenas após as eleições. Para o petista, o episódio expôs uma disputa interna na Corte e acabou prejudicando a democracia.

    “Ficou claro que está havendo contaminação eleitoral na decisão de alguns ministros daquela Corte. Por mim, parava. Deixa o povo escolher e, depois das eleições, vão lá debater esse tema”, afirmou.

    A sessão do STF terminou sem uma decisão definitiva. O ministro Flávio Dino pediu vista depois de uma série de discussões entre integrantes da Corte. O placar parcial ficou em 4 a 3 pela separação dos procedimentos.

    Wagner avaliou que a decisão de Dino de interromper o julgamento pode ajudar a reduzir a tensão entre os ministros.

    “Ainda bem que o ministro Flávio Dino pediu vista, porque pelo menos suspendeu para baixar a bola, as pessoas se conversarem e poder chegar a uma decisão”, disse.

    Wagner também criticou a forma como o debate ocorreu no plenário do STF. Para o senador, o confronto entre os ministros transformou a sessão em um espetáculo que pode desgastar a imagem da instituição.

    “Debate não é para ser aquele Big Brother que foi ontem, aquele pugilato, um aponta o dedo, outro aponta o dedo. Isso é ruim para a democracia”, afirmou.

    “Quem assistiu ao debate deve dar uma depressão: ‘Esse é meu país? Minha Suprema Corte?’. Isso é ruim para a democracia. Debate de ideias não é para ser aquele Big Brother que foi ontem”, acrescentou.