Mansur promete acabar com pejotização na saúde da Bahia

    Candidato ao Governo da Bahia também defende concursos públicos, redução da fila da regulação e investimento na esducação

    Foto: Gabriela Encinas / bahia.ba

    O candidato ao Governo da Bahia, Ronaldo Mansur (PSOL), defendeu propostas do plano de governo nesta quarta-feira (16), entre as medidas defendidas pelo postulante estão a redução da fila da regulação, a realização de concursos públicos e o fim da chamada “pejotização” na rede pública estadual.

    Mansur afirmou que pretende substituir os contratos de profissionais por meio de pessoa jurídica por vínculos obtidos por concurso público, que disse não ter um desde 2008. “Vamos acabar com a ‘pejotização’ na área da saúde. A saúde vai ser uma das nossas prioridades de governo”, afirmou em entrevista à Rede Bahia.

    O candidato criticou duramente a frequência com que esse modelo é utilizado na administração pública e defendeu mudanças na forma de contratação dos trabalhadores. “O último concurso público que tivemos foi em 2008. Ou seja, há 18 anos atrás foi o último concurso que tivemos na área da saúde”, disse Ronaldo Mansur. 

    Regulação e Reda entram no plano de governo

    Para a regulação, Mansur prometeu reduzir o tempo de espera e ampliar a transparência do sistema. “Nós vamos diminuir a fila da regulação, dando transparência. Além disso, vamos fazer concurso público”, prometeu.

    O candidato também afirmou que pretende encerrar o uso do Regime Especial de Direito Administrativo (Reda) como principal modelo de contratação e ampliar concursos nas áreas da educação e da segurança pública. Segundo ele, o Reda deveria ser utilizado em situações emergenciais e não para agilizar a condução ao cargo. 

    Mansur afirmou ainda que a valorização dos profissionais da educação está entre as medidas que pretende adotar. “O que gera prejuízo é termos professores desestimulados em sala de aula, com baixos salário e não concursados. Nós vamos sim fazer concursos públicos para educação, valorizar os servidores. Colocar dinheiro na educação não é gasto, é investimento. Temos que ter educação parceira para que a gente combata a violência no nosso estado”, afirmou.