
A contratação do Consórcio São Desidério para a construção do Hospital Nossa Senhora Aparecida, no valor de R$ 57.760.486,52, gerou polêmica nesta quinta-feira (17). Após a publicação do Contrato Administrativo nº 185/2026 no Diário Oficial do Município da quarta-feira (16), o vice-prefeito Carlos Magno Fernandes (PSB) publicou um vídeo no Instagram expondo suas suspeitas diante do contrato e pedindo mais transparência.
“A empresa só tem 12 dias que foi criada e já conseguiu um contrato de R$ 57 milhões. […] não estou aqui julgando o prefeito ou julgando qualquer outra pessoa da prefeitura, a decisão foi deles, né? Ele é o prefeito. Mas, para mim, eu não vi transparência e, ao mesmo tempo, responsabilidade com o dinheiro público. Como é que você pega uma empresa que ela não tem histórico, ela nunca fez um quebra-mola dentro do Brasil […] essa empresa recebe um mega contrato de São Desidério para construir um mega hospital igual o prefeito [Tony Linhares (PP)] está dizendo que vai ser feito?”, questionou.
As afirmações do vídeo de Fernandes foram rebatidas por diversas pessoas nos comentários da publicação, afirmando que o vice-prefeito desconhece as regras do edital e deveria procurar saber mais sobre os trâmites legais das licitações.
“É importante antes de fazer vídeos em rede social falando o que acha, pesquisar a fundo, abrir editais, acompanhar a licitação para no fim, se for o caso, tomar suas decisões!”, diz um dos comentários.
O bahia.ba entrou em contato com a Prefeitura de São Desidério, mas, até o momento de publicação, não obteve resposta. O espaço segue aberto para manifestação.
O que está previsto no edital de escolha da empresa responsável pelo Hospital Nossa Senhora Aparecida?
O Contrato Administrativo nº 185/2026 teve origem na Concorrência nº 003/2026, publicada pela Prefeitura de São Desidério em 2 de abril deste ano.
O edital estabelece que os critérios de julgamento para a escolha da empresa eram com base em aspectos técnicos e de preço. Além disso, o preço máximo da proposta foi fixado em R$ 61.447.326,09.
A empresa escolhida trabalhará no Regime de Execução Indireta por Contratação Integrada, que é quando o Estado transfere a uma empresa privada a responsabilidade por todas as etapas de um empreendimento de engenharia, desde a concepção dos projetos técnicos até a entrega final da obra.
O edital também autorizava que empresas já existentes se juntem para disputar a licitação e executar o projeto, formando um consórcio. As empresas que escolheram participar da licitação nessa modalidade não puderam estar em mais de um consórcio ou concorrer isoladamente.
No caso de São Desidério, as empresas que uniram esforços temporariamente para a construção do Hospital Nossa Senhora Aparecida foram a Engeko Engenharia e a CSC Engenharia.
