Acordo para preservar praias da Bahia é firmado durante Fórum Náutico

    Parceria entre ANB e CIF Playas busca ampliar capacitação e gestão sustentável do litoral

    Foto: Antônio Damasceno

    A Associação Náutica da Bahia (ANB) e o Centro Internacional de Formação para a Gestão e Certificação de Praias (CIF Playas) firmaram, na manhã desta quinta-feira (17), um acordo de cooperação durante o II Fórum Náutico Internacional. O evento no Terminal Náutico da Bahia, em Salvador, reuniu representantes do setor para discutir iniciativas relacionadas ao desenvolvimento sustentável do ambiente marítimo.

    A parceria prevê ações voltadas à preservação da qualidade das águas e à ampliação de iniciativas de capacitação e gestão sustentável das praias. O tema integra a programação do fórum, que também aborda a indústria náutica e naval como setores capazes de contribuir para a geração de emprego e renda no estado.

    ANB destaca conexão entre diferentes setores

    O presidente da ANB, Santiago Campo, ressaltou a importância do encontro para aproximar representantes da iniciativa privada, do poder público e especialistas de diferentes países. “O Fórum é um lugar de conexões. A ANB busca fazer pontes, trazendo novas tecnologias e experiências do Brasil e do mundo para movimentar toda essa cadeia produtiva e contribuir para o desenvolvimento da Bahia ”, afirmou Santiago.

    Preservação impacta turismo, pesca e gastronomia

    O diretor acadêmico e ambiental da ANB e coordenador-geral do Centro Avançado de Pesquisa e Desenvolvimento da Economia Azul (CEAZUL), ligado ao Instituto Federal Baiano (IF Baiano), José Rodrigues, destacou que a conservação ambiental influencia atividades como turismo, pesca e gastronomia.

    Segundo ele, manter os ecossistemas preservados é necessário para garantir a continuidade da vida marinha e de toda a cadeia econômica associada aos recursos do mar. “Não existe fruto do mar bom se o ambiente onde ele está crescendo estiver degradado”, afirmou José Rodrigues.

    A relação entre preservação ambiental e gastronomia também foi abordada pela chef Preta, Angeluci Figueiredo. Para ela, a atividade gastronômica precisa considerar os períodos naturais de produção e disponibilidade dos alimentos. “Eu não posso ter um cardápio que não respeite o tempo e o ciclo das coisas”, disse Angeluci.