‘Ditadura nunca mais’, diz Jaques Wagner ao detalhar metas no Senado

    Senador aponta preservação democrática como prioridade no Congresso e alerta contra retrocessos autoritários

    Foto: Ulisses Dumas

    O senador Jaques Wagner (PT) afirmou que, se reeleito, sua prioridade no Senado Federal será lutar para “preservar a democracia brasileira”. Para ele, é preciso manter a atenção após os atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023.

    “Ainda tem muita gente que tem na cabeça a tentativa de voltar à ditadura. Na minha opinião, ditadura nunca mais. A democracia é a liberdade da imprensa, da nossa política e da população de escolher seus representantes”, disse, em sabatina à Piatã FM, nesta segunda-feira (21).

    Outra prioridade de um eventual novo mandato do senador será a defesa dos interesses econômicos brasileiros. Para o parlamentar, a política de minerais críticos é de fundamental importância para o desenvolvimento do país.

    “Temos que cuidar para o Brasil não ser só exportador de matéria-prima. A gente já exporta muito alimento, por exemplo. Para mim, interessa pegar esses minerais raros, nobres, e a gente processar aqui dentro, porque aí vamos conseguir valorizá-los”, explicou.

    Wagner lembra trabalho na Bahia

    Wagner comparou o cenário das terras raras ao do cacau, desafio enfrentado durante seu período como governador da Bahia.

    “A situação é parecida com a do cacau daqui. Quando eu cheguei ao governo, praticamente não tinha nenhuma empresa de chocolate baiano. Eu dizia aos produtores: ‘Vocês vão ficar exportando amêndoa para comprar o chocolate mais caro depois?’. Hoje, temos mais de 100 marcas”, relembrou.

    PEC da Segurança Pública

    Por último, o senador reforçou a necessidade de votar a PEC da Segurança Pública o mais rápido possível. O texto é o mecanismo que possibilitará a criação do Ministério da Segurança, medida considerada por ele fundamental para que o sucesso das Operações Carbono Oculto e Eirene II se repita.

    “Passaremos a ter uma atuação articulada entre o governo federal e as polícias federal, estaduais e até internacionais. É assim que iremos combater os esquemas de facções, que, hoje, são multinacionais do crime”, concluiu.