Prefeito cita Rui Costa e critica aumento no Bolsa Família

    Prefeito afirma que oposicionistas cobram ACM Neto, mas ignoram a participação de aliados como Jaques Wagner e Jerônimo Rodrigues

    Foto: Neison Cerqueira/bahia.ba

    O prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil), comentou as desdobramentos envolvendo as investigações do Banco Master e cobrou postura do ex-ministro da Casa Civil, Rui Costa. Além disso, o gestor rebateu questionamentos sobre o uso eleitoral de entregas e programas sociais na reta final da campanha.

    Ao ser questionado sobre as polêmicas envolvendo a instituição financeira, Bruno Reis defendeu que a oposição mantenha o mesmo critério de cobrança para todos os políticos.

    “Não dá para Rui Costa chegar e cobrar de ACM Neto e não cobrar de Wagner, não cobrar de Jerônimo, que manteve o secretário, e não cobrar dos outros aliados dele e de si próprio. Porque todos sabem que, se o Banco Master existe, foi porque Rui Costa entregou a Cesta do Povo, patrimônio dos baianos, para permitir a criação do banco. Então, que ele também cobre de si próprio. Se não tem condições de fazer isso, deveria, naturalmente, ficar calado”, afirmou.

    Críticas sobre medidas eleitoreiras

    Indagado se a realização de entregas e o lançamento de programas sociais a poucos dias da eleição poderiam ser classificados como medidas eleitoreiras, o prefeito rechaçou a tese e citou ações do governo federal.

    “Eu sou prefeito e tenho que governar e entregar a cidade. Lula aumentou em R$ 91 o Bolsa Família no meio da eleição e vocês não falam nada. Aí o prefeito não pode entregar o ônibus para o povo, vai ficar parado? Não posso entregar o benefício social? se o presidente, que é candidato, pode, que dirá eu, meu irmão, esse pobre mortal?”, ironizou Bruno Reis.