Professora Delliana rechaça ‘voto útil’ e celebra recepção nas ruas

    Candidata do PSOL defende o 'voto pela esperança' e critica a lógica de escolher o 'menos pior'

    Foto: Divulgação

    Em entrevista exclusiva ao bahia.ba, a candidata ao Senado pelo PSOL, Professora Delliana, avaliou a reta final da campanha eleitoral na Bahia e ressaltou a receptividade do seu nome entre o eleitorado, inclusive na busca por votos dentro do campo da esquerda.

    Única mulher na disputa por uma vaga no Senado pelo estado, a postulante destacou a importância de apresentar uma alternativa que fuja da lógica tradicional do “voto útil”. Para a candidata, a trajetória até aqui tem sido marcada pela construção de um projeto pedagógico e com poucos recursos financeiros, mas sustentado pelo contato direto com a população.

    “Chegamos na reta final da campanha. Eu, Professora Delliana, a única mulher candidata ao Senado pela Bahia, uma candidatura pedagógica e por si só revolucionária, no sentido de ser uma candidatura com pouquíssimo recurso, mas com muitas vitórias. Sobretudo quando a gente tem percebido nas ruas a forma como essa candidatura tem sido abraçada, como as pessoas têm respondido a gente e compreendido a necessidade de mais mulheres na política”, afirmou.

    Crítica ao voto útil

    Ao analisar o comportamento dos eleitores neste momento de definição das intenções de voto, Professora Delliana enfatizou que sua postulação representa uma negação do pragmatismo eleitoral que costuma marcar o pleito.

    “Pra gente é motivo de muita alegria estar nesse lugar de tocar essa campanha e ter essa resposta que nós estamos tendo, esse voto pela esperança, essa negação de pura e simplesmente desse voto útil, que não tem resolvido a nossa vida. Muitas eleições a gente tem apostado e votado muitas vezes no menos pior, e nós garantimos uma possibilidade, uma via alternativa para o povo da Bahia”, pontuou.

    Apesar do desgaste característico do período eleitoral, a candidata do PSOL demonstrou otimismo com a assimilação de suas propostas na reta decisiva do pleito.

    “Chegando nessa reta final com o cansaço que é normal de um processo de candidatura, mas muito feliz também com a forma como a gente tem sido abraçada nas ruas e como as nossas propostas têm sido assimiladas pelas pessoas”, concluiu.