Delliana prioriza educação em propostas para o Senado

    Candidata defende o fim da aprovação automática nas escolas públicas

    Foto: Divulgação/Bruno Hierro

    A candidata ao Senado, professora Delliana (PSOL), defende o fim da aprovação automática nas escolas públicas e propõe ampliar os investimentos na educação, sendo este o principal foco das propostas apresentadas. “A importância da educação é absoluta. Ela é uma forma de mobilidade social; foi através dela que saí da vulnerabilidade para ter uma vida decente”, afirmou.

    Entre as medidas da postulante estão a destinação de 10% do Produto Interno Bruto (PIB) ao setor e a valorização dos profissionais da área. A proposta segue o percentual previsto no novo Plano Nacional de Educação, que estabelece o alcance desse patamar ao longo de uma década.

    Para Delliana, o aumento dos investimentos é necessário para garantir melhores condições de trabalho aos professores e assegurar o acesso dos estudantes ao ensino. “Sem recurso, o direito à educação fica no papel e o professor fica sem condições reais de trabalhar”, disse.

    A candidata se posicionou contra a aprovação automática dos alunos e afirma que a medida pode prejudicar a formação dos estudantes. Segundo Delliana, avançar de série sem garantir o aprendizado compromete as oportunidades futuras dos jovens. “Não aceito o roubo de futuros. Quando um estudante passa pela escola sem ter assegurado o direito de aprender, estamos tirando dele a possibilidade de disputar uma universidade, um emprego e construir o próprio futuro em condições de igualdade”, declarou.

    Além das propostas para a educação, Delliana afirma que pretende defender a valorização dos professores, incluindo a isenção do Imposto de Renda para a categoria. A candidata também apresentou projetos relacionados ao trabalho, à justiça fiscal, à saúde, à segurança pública e à garantia de direitos.

    Em relação à jornada de trabalho, ela apoia a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala 6×1 e defende a taxação das grandes fortunas. “A gente quer viver, mas a gente também quer ser feliz”, afirmou.

    Candidata defende cobrança de impostos sobre grandes fortunas

    Na área econômica, a candidata propõe a cobrança de impostos sobre grandes fortunas e a equiparação das alíquotas aplicadas a fintechs e bancos. Delliana afirma que o sistema tributário deve considerar a capacidade financeira de pessoas e instituições. “Quem vive de salário paga imposto todo mês. É justo que as grandes fortunas e as grandes instituições financeiras contribuam na proporção do que acumulam”, declarou.

    A candidata do PSOL também defende a extinção dos cassinos online e a criação de restrições às apostas eletrônicas, conhecidas como bets. Para justificar a proposta, ela critica os impactos financeiros e sociais relacionados à atividade. “Não dá para chamar de entretenimento aquilo que empobrece e adoece o povo”, afirma.