Bellintani vota contra redução de gringos e dá sugestão à CBF

    Atual dono da SAF do Londrina se posicionou ao lado de Bahia e Flamengo contra alteração no futebol brasileiro

    Guilherme Bellintani durante entrevista coletiva
    Rafael Martins/Londrina EC

    O ex-presidente do Bahia e atual dono da SAF do Londrina, Guilherme Bellintani, justificou o voto contrário à redução do limite de jogadores estrangeiros no futebol brasileiro.

    A mudança foi aprovada pela maioria dos clubes das Séries A e B durante reunião realizada nesta segunda-feira (21), na sede da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), no Rio de Janeiro. Bahia, Flamengo e Londrina foram as três equipes que votaram contra a proposta.

    Bellintani reconheceu que a medida pode ampliar o espaço para jogadores brasileiros, principalmente os mais jovens, mas afirmou que a mudança também pode produzir efeitos sobre a competitividade da principal competição nacional.

    “A queda do número de estrangeiros tende a abrir mais espaço para os jovens, mas também se perde um pouco de competitividade na liga brasileira, que performou muito bem nos últimos anos e teve poder absoluto na América do Sul. A tendência é que isso se perca um pouco”, afirmou o dirigente em entrevista na sede da CBF.

    Sugestão de Guilherme Bellintani

    Além da redução dos estrangeiros, Bellintani apresentou uma alternativa para aumentar o espaço destinado aos atletas formados nas categorias de base. O dirigente defendeu que os clubes brasileiros tenham a possibilidade de criar equipes B, seguindo um modelo utilizado por clubes de outras ligas europeias.

    Vale ressaltar que a mudança começa a valer em 2027. Atualmente, os clubes podem relacionar até nove jogadores estrangeiros por partida nas competições nacionais. A diminuição ocorrerá de forma gradual, com a retirada de uma vaga por temporada até 2030.

    Dessa maneira, o limite ficará estabelecido da seguinte forma: oito estrangeiros por partida em 2027, sete em 2028, seis em 2029 e cinco a partir de 2030. A regra não altera o número total de estrangeiros que um clube pode manter sob contrato no elenco; a restrição é referente aos atletas que podem ser relacionados para cada partida.