Cléo Pires relembra boato envolvendo padrasto: ‘Ainda é um trauma’

    Relato feito em 2023 voltou a viralizar; atriz disse que família processou responsáveis por espalhar informação falsa

    Foto: Reprodução / Instagram

    Cléo Pires voltou a repercutir nas redes sociais após um trecho de uma entrevista concedida em 2023 ao Canal da Foquinha viralizar novamente. Na conversa, a atriz e cantora relembrou um dos momentos mais difíceis da adolescência, quando circulou o boato de que sua mãe, Glória Pires, teria flagrado ela e o padrasto, Orlando Morais, juntos na cama.

    Cléo tinha cerca de 14 ou 15 anos na época e afirmou que a história era falsa. A artista também destacou que considera Orlando como pai, já que ele participa de sua criação desde os 5 anos de idade.

    “É muito absurdo. O Orlando não é meu pai de sangue, mas é meu pai de coração desde os meus 5 anos de idade, me criou como filha”, afirmou.

    Segundo Cléo, a família tomou medidas judiciais contra os responsáveis pela divulgação do boato. A atriz também refletiu sobre a gravidade de uma acusação desse tipo, principalmente por envolver uma adolescente.

    “Infelizmente, isso é uma história que acontece. Pais e padrastos abusam de crianças. Isso acontece muito. Adultos abusam de crianças. Mas esse não foi o caso”, disse.

    Cléo Pires diz que episódio ainda é tratado em terapia

    Durante a entrevista, Cléo contou que o episódio deixou marcas que ainda são trabalhadas por ela.

    “Eu tinha 14 anos, 15. Ele é o cara que é meu pai, que eu amo. Eu não quero ver ele nesse lugar. Então foi muito difícil”, relatou.

    Outrora questionada sobre o impacto daquela situação, a artista afirmou que o episódio ainda é considerado um trauma.

    “Ainda é, né? Ainda é um trauma. Eu venho tratando disso e de outras coisas, porque eu acho que quando a gente não cuida dos nossos traumas e trata deles, a gente acaba virando o que foram com a gente e que causaram esses traumas”, afirmou.

    Cléo também destacou que, caso uma situação de abuso tivesse realmente ocorrido, caberia a ela decidir quando e como falar sobre o assunto.

    “Se fosse o caso, seria eu que deveria falar, não alguém inventar uma coisa que não é verdade”, disse.

    O trecho voltou a circular nas redes nos últimos dias e reacendeu discussões sobre os impactos de boatos e exposição pública na vida de artistas ainda muito jovens.

    Confira o relato: