Mansur propõe rever incentivos fiscais para empresas na Bahia

    Candidato afirma que mudança deve priorizar empregos, qualificação e investimentos

    Foto: Matheus Lopes

    O candidato ao Governo da Bahia pela Federação PSOL-Rede, Ronaldo Mansur, afirmou que pretende revisar a política de incentivos fiscais concedidos a empresas instaladas no estado caso seja eleito.

    Mansur afirmou que quando as empresas deixam o estado após o fim do período de benefícios fiscais, acaba provocando impactos sobre a economia e no mercado de trabalho também.

    “A maioria das empresas que chegam na Bahia e recebem isenções fiscais, quando termina o prazo da isenção, elas vão embora, como aconteceu com a Ford, que gerou milhões e milhões de prejuízos, além de milhares de desempregos”, declarou o candidato

    Ronaldo Mansur também disse que uma eventual mudança na política de incentivos não necessariamente reduziria a atividade econômica no estado, argumentando que poderia atrair novos investimentos.

    “Nós temos um mercado de concorrência. Se hoje o agronegócio existe, é porque o governo subsidia a produção com isenção de bilhões de reais por ano. Se uma empresa sai do Estado por não ter mais isenção fiscal, com certeza outras empresas virão para ocupar o espaço das que já existem, porque isso é o mercado capitalista”, disse Mansur durante entrevista na terça-feira (22) à TV Record.

    Educação e qualificação ganham destaque

    Além da revisão dos incentivos, o candidato defendeu investimentos em educação e qualificação profissional como parte da estratégia de desenvolvimento econômico da Bahia.

    Mansur relacionou a formação de trabalhadores à criação de empregos com melhores salários e citou a fábrica da BYD como exemplo. “A gente tem que ter empresas com empregos de qualidade e salários. Na BYD, por exemplo, a maioria das pessoas que possui altos salários vem de fora, de outros países e estados. Rediscutir o processo de isenção fiscal é colocar a Bahia em primeiro lugar”, afirmou.

    O programa também prevê mudanças na política de subsídios voltados ao setor agrícola, com a proposta de direcionar benefícios atualmente concedidos a agrotóxicos e alimentos ultraprocessados para produtos da agricultura familiar e destinados à alimentação adequada e sustentável.