Usina de urânio em Caetité interrompe atividades após rompimento

    Autoridade Nacional de Segurança Nuclear não encontrou indícios de contaminação do solo e nem de pessoas atingidas

    URA (Unidade de Concentrado de Urânio) em Caetité (Foto: reprodução/INB)

    A ANSN (Autoridade Nacional de Segurança Nuclear) interditou parte da URA (Unidade de Concentrado de Urânio), em Caetité, após identificarem o rompimento de um reservatório.

    A Autoridade informou, na quarta-feira (23), que não encontrou indícios de contaminação do solo, mas que uma equipe de inspetores permanece no local acompanhando os desdobramentos da ocorrência e verificando as medidas adotadas pela instalação.

    Vazamento de reservatório foi identificado na terça-feira (22)

    Na terça-feira (22), a ANSN informou sobre o rompimento de um reservatório com capacidade de 20 mil litros. O local armazenava material líquido proveniente do processo industrial e destinado a tratamento químico.

    Com o rompimento, houve derramamento do material, que ficou, em sua maior parte, restrito à área de contenção da instalação. Uma parcela atingiu áreas adjacentes dentro da própria URA.

    De acordo com informações da Autoridade, não houve registro de pessoas atingidas nem de impacto externo à instalação. A área não estava em operação no momento da ocorrência e foi imediatamente isolada.

    Como medida cautelar, a ANSN determinou a interrupção das atividades na área afetada, que só poderão ser retomadas depois da avaliação e autorização da Autoridade.

    Após o ocorrido, estão sendo realizadas coletas de amostras, monitorações locais, descontaminação e limpeza das áreas atingidas. A URA também está responsável por providenciar a transferência do material que ficou na contenção para outro reservatório, medida necessária para continur a limpar a área.

    Relatório consolidado de avaliação deve ser entregue em até 30 dias

    A INB (Indústrias Nucleares do Brasil), responsável pela URA de Caetité, deverá apresentar um relatório consolidado com a avaliação das causas da ocorrência, as medidas adotadas e previstas para corrigir a situação, os prazos de implementação e os elementos necessários para verificar a sua efetividade em até 30 dias. 

    A ANSN afirmou que segue acompanhando as ações, incluindo a investigação das causas e a implementação das medidas corretivas, e poderá determinar medidas adicionais caso sejam necessárias para assegurar o atendimento aos requisitos de segurança aplicáveis.