‘Eleição está a cada dia mais nojenta e corrupta’, diz Mansur

    Candidato do PSOL criticou falta de fiscalização e citou vitória na Justiça contra outdoor irregular de ACM Neto

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    O candidato da federação PSOL/Rede, Ronaldo Mansur (PSOL), fez fortes críticas à condução do processo eleitoral na Bahia. Em entrevista ao bahia.ba, ele classificou a disputa como um cenário de “terra de ninguém” devido à falta de estrutura e ao reduzido efetivo da Justiça Eleitoral para fiscalizar os abusos cometidos pelos grupos de maior poder econômico.

    “A ausência de fiscalização da Justiça Eleitoral, que conta com poucas pessoas para atuarem nesse processo de fiscalização, tem por consequência a ‘terra de ninguém’ no processo eleitoral. Você tem a cidade toda poluída com a cara dos dois candidatos com mais estrutura”, afirmou Mansur.

    O postulante do PSOL repudiou a poluição visual provocada pelas grandes campanhas e o uso da máquina pública. “Acho até que muitos têm pesadelos com as mesmas caras que vêm a todo canto da cidade. Usar a máquina municipal e fazer propagandas do candidato é um dos muitos absurdos que acontecem no processo eleitoral. Essas megas estruturas estão longe de serem contabilizadas, infelizmente a eleição está a cada dia mais nojenta, imunda e corrupta”, disparou.

    Outdoors irregulares e “retirantes ilegais”

    A declaração ocorreu após o bahia.ba questionar o candidato sobre a recente decisão do Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA). Na última terça-feira (22), o desembargador Mhercio Cerqueira Monteiro determinou, a pedido da federação PSOL/Rede, a remoção imediata em até 24 horas de um outdoor irregular da campanha de ACM Neto (União Brasil) instalado na Rua Araci Grubide, no bairro de Itinga, em Lauro de Freitas.

    A peça cobria uma área estimada em mais de 40 m², descumprindo os limites estabelecidos pela legislação, sob pena de multa diária de R$ 2 mil.

    Mansur também comentou denúncias que circulam na internet sobre a ação de “retirantes ilegais”, acusados de remover materiais de propaganda de outros políticos para fixar peças da campanha de ACM Neto. Para ele, existe dois pesos e duas medidas na avaliação do debate público.

    “Agora, se fosse o PSOL que fizesse 1% do que se faz por aí, tenham certeza que o mundo moralista de diversos setores iria cair para cima de nós… É a crítica seletiva dos mesmos setores que atuam na polarização eleitoral”, pontuou o candidato.

    Por fim, Mansur endureceu o tom em relação ao uso da violência e à presença de armas na disputa de rua. “Quem anda com arma, ou é agente de segurança do Estado, ou é bandido. E agente do Estado atuando fora de serviço, intimidando, atua como bandido”, concluiu.