PF investiga fraudes milionárias em Ibirataia; gestão se disponibiliza

    Operação Legado cumpre 44 mandados de busca e apreensão em 22 municípios da Bahia

    Foto: Reprodução

    A Polícia Federal (PF) e a Controladoria-Geral da União (CGU) deflagraram, nesta quinta-feira (24), a Operação Legado para investigar suspeitas de fraudes em licitações e contratações diretas realizadas por municípios da Bahia, Piauí, Espírito Santo, Minas Gerais, Sergipe e Distrito Federal.

    Um dos municípios baianos que tiveram mandados cumpridos foi Ibirataia, no baixo-sul. Ao todo foram quatro mandados de busca e apreensão. Em nota, a Prefeitura informou que as diligências realizadas na cidade não têm relação com a atual gestão do prefeito Sandro Futuca (MDB) e se colocou à disposição.

    Apesar da ação no município, a Prefeitura de Ibirataia afirmou que a investigação não tem relação com a atual gestão do prefeito Futuca (MDB). Segundo a administração municipal, os agentes receberam todo o suporte necessário durante o cumprimento dos mandados.

    Em posicionamento, a gestão destacou que “a investigação não tem qualquer relação com a atual gestão” e afirmou estar à disposição das autoridades para colaborar com os esclarecimentos necessários.

    A apuração tem como foco principal contratos relacionados à área da saúde e alcançou 31 municípios no total, sendo 22 somente na Bahia. Segundo a polícia, os suspeitos movimentaram aproximadamente R$ 17 milhões. “A investigação alcançou 56 procedimentos de contratação em 31 municípios, envolvendo cerca de R$ 17 milhões. Entre os investigados, estão empresários e atuais e antigos ocupantes de cargos públicos municipais”, disse em nota a PF.

    PF cumpre 44 mandados de busca e apreensão

    Ao todo, a operação cumpriu 44 mandados de busca e apreensão em 22 municípios de seis unidades da Federação, além do Distrito Federal. Segundo a PF, as investigações identificaram indícios de atuação coordenada entre empresas, com suspeitas de simulação de concorrência, direcionamento de contratações e cobrança de valores acima dos praticados no mercado. A apuração também aponta possíveis pagamentos por produtos que não teriam sido entregues e fornecimento de equipamentos usados apresentados como novos.

    Justiça determina bloqueio de até R$ 3,4 milhões

    As ordens judiciais foram expedidas pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), que autorizou 13 medidas patrimoniais. Entre elas está o bloqueio de bens e valores dos investigados até o limite de R$ 3,4 milhões. “As ordens foram expedidas pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região, que também autorizou 13 medidas patrimoniais e o bloqueio de bens até o limite de R$ 3,4 milhões”, disse a PF.