O prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil), criticou nesta sexta-feira (25) a ausência de candidatos petistas em debates eleitorais na Bahia, apesar de não mencionar nomes, o gestor afirmou que a decisão de não participar dessas discussões representa, na avaliação dele, uma falta de respeito com os eleitores.
“Infelizmente banalizaram a política, infelizmente, falta respeito com o cidadão baiano”, declarou após a inauguração do Teatro Vila Velha, em Salvador.
Durante coletiva com jornalistas, o prefeito também relembrou sua decisão de não comparecer ao último debate da eleição municipal de 2024. Segundo ele, a ausência fazia parte de uma estratégia definida naquele momento da disputa.
Prefeito explica a falta no último debate em 2024
“Como é que candidatos que estão com eleições indefinidas, apertadas, uma coisa, eu digo com tranquilidade: Eu não fui pro debate, último debate, e fiz estrategicamente pra ver Geraldinho [vice governador] ser desmontado por Kleber Rosa”, declarou.
Bruno Reis afirmou ainda que, naquela ocasião, as pesquisas eleitorais indicavam uma vantagem superior a 50% para sua candidatura e que diante daquele cenário poderia se abster de ir ao debate como uma “estratégia”.
”Foi uma estratégia, eu podia naquele momento fazer isso, porque eu tinha em qualquer pesquisa mais de 50% de frente, que é o que se confirmou”, afirmou.
Ao comparar os dois momentos, Bruno Reis afirmou que a situação atual é diferente e classificou a disputa para o Senado como apertada. “Agora eleição apertada, os senadores não vão pro debate”, criticou.
Bruno Reis critica possível ausência em debate de Jerônimo
O prefeito mencionou também a possível ausência do governador e candidato à reeleição Jerônimo Rodrigues (PT), na próxima terça-feira (29), que pode não comparecer devido a visita do presidente Lula (PT) à Bahia, mas especificamente Feira de Santana.
“É o único estado, gente, é isso mesmo, é um tapa na cara do eleitor. Senadores não vão pro debate, o governador não vai pro debate, terça-feira, atrás nas pesquisas”, criticou Bruno Reis.

