Mariene de Castro revela conexão de ‘Cantadeira’ com Castro Alves

    Em entrevista exclusiva ao bahia.ba, cantora detalhou como a cidade acolheu a gravação do novo audiovisual

    Foto: bahia.ba

    Em entrevista exclusiva ao bahia.ba, Mariene de Castro contou como Castro Alves, no Recôncavo baiano, se tornou parte central da criação de “Cantadeira”, seu novo projeto audiovisual. A cantora destacou o acolhimento que recebeu no município e explicou que a escolha do local aconteceu de forma natural, a partir da relação do diretor musical Fábio Cunha, o Binho, com a cidade.

    “Castro Alves passou na frente. E tinha que ser. É muito forte isso, porque quando o Binho falou: ‘Mariene, achei um lugar pra gente fazer o seu projeto. Vamos lá em Castro Alves conhecer’”, relembrou.

    A gravação aconteceu em uma casa de taipa montada durante o Arraiá do Poeta, festejo junino do município. Segundo Mariene, foi justamente ao conhecer o espaço que percebeu a força estética e simbólica que o local poderia trazer ao audiovisual.

    “Quando eu cheguei e tinha aquela casa de taipa, aquela cidade com muita identidade, falei ‘é aqui’, então, a ‘Cantadeira’ tem essa energia”, afirmou.

    Castro Alves entrou no projeto além do cenário

    Diretor musical do trabalho, Fábio Cunha nasceu em Castro Alves e também falou sobre a importância de produzir o audiovisual em sua cidade. “É um projeto gravado na minha cidade, em Castro Alves. É um lugar muito lindo, acolhedor”, disse.

    Fábio (Binho), Mariene de Castro e Rafael (Foto: bahia.ba)

    Mariene contou que, antes da gravação, ouvia Binho falar com frequência sobre o município e chegou a brincar com o entusiasmo do músico. “Binho falava isso, mas parecia coisa de Santo Amaro, tipo bairrista. Mas é diferente, as pessoas são diferentes, são muito acolhedoras”, afirmou.

    A cantora destacou que esse acolhimento foi percebido em diferentes frentes, envolvendo moradores, equipe local e representantes da gestão municipal.

    “A gente foi muito bem recebido pela cidade, pelas pessoas, pela prefeitura, pela equipe toda da cidade. Pelo prefeito, pela vice, pela secretária, pelas pessoas da cidade, pela equipe que ajudou, pela senhora que fez a feijoada. Todo mundo colaborou de uma maneira muito afetuosa”, contou.

    Para Mariene, esse envolvimento acabou ultrapassando a função de apoio à produção e passou a integrar a identidade do próprio projeto.

    “Essa energia abraça o projeto”, resumiu.

    A relação com Castro Alves também não deve terminar com a gravação. Durante a entrevista, Mariene confirmou que pretende levar “Cantadeira” de volta ao município em uma futura apresentação.

    “Esse projeto vai pra Castro Alves também, porque foi lá que ele nasceu. Então a gente quer devolver pra cidade, entregar pra cidade aquilo que a gente também recebeu”, afirmou.