Vini Jr. e Bruno Guimarães explicam decisão em pênalti do Brasil

    Atacante voltou a marcar pela Seleção e contou bastidores da cobrança que fechou o placar em Brisbane

    Foto: Rafael Ribeiro / CBF

    Vini Jr. voltou a balançar as redes pela Seleção Brasileira nesta terça-feira (29), na vitória por 4 a 2 sobre a Austrália, em Brisbane, mas a cobrança que resultou no quarto gol brasileiro teve uma conversa entre o atacante e Bruno Guimarães antes de a bola ir para a marca do pênalti.

    O camisa 7 sofreu a penalidade aos 34 minutos do segundo tempo e assumiu a cobrança, apesar de inicialmente acreditar que Bruno seria o responsável. Raphinha, que havia convertido outro pênalti no primeiro tempo, já não estava em campo.

    Depois da partida, Vini explicou que chegou a imaginar que o companheiro ficaria com a bola, mas destacou o apoio recebido em um momento no qual buscava recuperar a confiança após uma sequência sem marcar.

    “O Bruno é o que bate pênalti para nós quando o Rapha não está em campo. Eu achei que ele queria bater, mas ele sabe que eu estou precisando de um pouco de confiança. Tinha alguns jogos que eu não fazia gol. É importante voltar a marcar”, afirmou Vini Jr. na saída de campo.

    Bruno Guimarães apresentou outro detalhe sobre o episódio. Segundo o meio-campista, não houve uma decisão improvisada entre os jogadores. “Aqui a gente não tem vaidade nenhuma. No último jogo da Copa, o Ancelotti mandou eu bater, hoje ele mandou o Vini”, explicou o camisa 8.

    O meio-campista também ressaltou que já havia marcado na partida e tratou a cobrança como uma oportunidade para o companheiro recuperar confiança.

    “O Vini também estava precisando fazer um gol, eu já tinha feito. A gente não tem vaidade nenhuma. A gente quer o bem do Brasil. Feliz por ele, feliz pelo jogo que a gente desempenhou. É dar sequência no trabalho”, completou.

    Episódio da Copa volta à tona

    Ao mencionar a determinação de Ancelotti, Bruno Guimarães retomou um episódio que ganhou repercussão durante a Copa do Mundo de 2026. Na eliminação para a Noruega pelas oitavas de final, o meio-campista foi escolhido pelo treinador para cobrar um pênalti aos 13 minutos do primeiro tempo, quando a partida ainda estava empatada sem gols.

    Bruno acabou parando no goleiro Nyland, e a escolha do cobrador gerou questionamentos após a eliminação brasileira, inclusive pela presença de Vini Jr. em campo. Dias depois, o próprio meio-campista esclareceu que havia sido definido por Ancelotti como primeira opção para aquela cobrança.

    Contra a Austrália, a ordem partiu novamente do treinador, mas com Vini como escolhido depois que Raphinha deixou a partida. O camisa 10 havia cobrado o primeiro pênalti do Brasil, ainda na etapa inicial, para empatar o confronto por 2 a 2.

    Antes de Vini fechar o placar, Bruno Guimarães também participou diretamente da reação brasileira. Aos 23 minutos do segundo tempo, o meio-campista aproveitou cruzamento rasteiro de Endrick e marcou o terceiro gol da Seleção.

    Vini sofreu a segunda penalidade brasileira pouco depois e cobrou rasteiro. Patrick Beach pular no canto certo, mas não conseguiu evitar o gol que definiu a vitória por 4 a 2 no Suncorp Stadium.

    O resultado foi o primeiro triunfo do Brasil após a Copa do Mundo. No confronto anterior contra os australianos, disputado na última sexta-feira (25), a equipe de Carlo Ancelotti havia empatado por 1 a 1 depois de conseguir a igualdade no último lance.