Taxa de desemprego no Brasil cai 5,3% em um trimestre

    Rendimento médio de todas as profissões se manteve estável em R$ 3.777

    Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

    A taxa de desocupação recuou 5,3% no trimestre de junho até agosto deste ano, uma queda de 0,3 p.p. (pontos percentuais) em comparação com o trimestre móvel encerrado em maio, quando foram registrados 5,6%. O índice também recuou 0,3 p.p. ante o mesmo trimestre de 2025.

    Os dados foram divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nesta terça-feira (29) e também tratam da taxa de subutilização, da taxa de informalidade e do rendimento mensal dos trabalhadores brasileiros.

    A população desocupada caiu 4,6%, a 5,8 milhões, na comparação com o trimestre de março a maio de 2026. Em comparação com o mesmo trimestre em 2025, houve queda de 4,9%.

    O rendimento real habitual de todos os trabalhos – que mede o salário mensal – ficou estável em R$ 3.777 e cresceu 3,7% no ano.

    Já a massa de rendimento real habitual – somatório dos salários de todos os trabalhadores – foi de R$ 385,6 bilhões, maior montante da série histórica. No trimestre, o crescimento foi de 1,4%, enquanto no ano foi de 4,8%.

    Taxa de desocupação é de 5,3% e taxa de subutilização é de 13,1% no trimestre encerrado em agosto
    (Foto: reprodução/IBGE)

    Número de pessoas com emprego batem recorde na série histórica

    A população ocupada atingiu o número de 103,5 milhões de pessoas no período – o maior da série histórica. O número representa uma alta de 0,8% e de 1% no ano.

    O nível de ocupação (percentual de pessoas ocupadas na população em idade de trabalhar) foi de 58,9%, aumento de 0,3 p.p. no trimestre e ficou estável no ano.

    O número de pessoas empregadas com carteira assinada no setor privado (tirando trabalhadores domésticos), foi de 39,5 milhões, o maior contingente da série. No trimestre e no ano, a porcentagem se manteve estável, bem como o número de empregados sem carteira assinada.

    No trimestre, também se mantiveram estáveis a taxa composta de subutilização (13,1%) no trimestre, a população subutilizada (15,0 milhões), a população subocupada por insuficiência de horas (4,3 milhões), a população fora da força de trabalho (66,4 milhões), a população desalentada (2,4 milhões), o percentual de desalentados (2,1%), o número de trabalhadores por conta própria (26,1 milhões) e o número de trabalhadores domésticos (5,5 milhões).