Lula defende Padroeira do Brasil em comício no Farol da Barra

    Polêmica ganhou tração nos últimos dias após a viralização de informações falsas sugerindo a retirada da titulação da santa católica

    Foto: Ricardo Stuckert

    Em comício realizado no Farol da Barra na tarde e noite desta terça-feira (29), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) abordou a recente controvérsia política e religiosa em torno do título de padroeira do Brasil de Nossa Senhora Aparecida. Diante da militância soteropolitana e ao lado de lideranças políticas como o candidato ao governo Jerônimo Rodrigues (PT), Lula rebateu boatos que circularam nas redes sociais nas últimas semanas e defendeu o respeito à diversidade de credos e tradições culturais no país.

    A polêmica ganhou tração nacional nos últimos dias após a viralização de informações falsas sugerindo uma articulação para retirar a titulação da santa católica, gerando repercussões no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e no Supremo Tribunal Federal (STF).

    Ao discursar no cartão-postal da capital baiana, Lula assegurou a manutenção do símbolo religioso e repudiou o uso da pauta de fé no embate político.

    “Sabe, vocês vão ter que saber o seguinte: eles falaram — não sei se era fake news ou não — que não vai ter mais Nossa Senhora Aparecida, que não será mais padroeira do Brasil”, relatou o presidente. “Enquanto nós existirmos, Nossa Senhora Aparecida será a padroeira do Brasil”.

    Tolerância religiosa e convivência democrática

    Lula enfatizou que a estabilidade democrática do país exige a convivência pacífica e o respeito mútuo entre todas as manifestações de fé, citando o catolicismo, o evangelicismo, as religiões de matriz africana e a espiritualidade dos povos originários.

    “Nesse país as pessoas vão aprender a respeitar as religiões dos outros. Eles têm que respeitar o católico, o católico tem que respeitar os evangélicos, e católico e evangélico têm que respeitar as religiões de matriz africana”, discursou. “Nós temos que respeitar os hábitos e a cultura indígena. Porque, se não, a democracia vai ser jogada no lixo. Cada um professa a religião que quer, cada um frequenta a religião que quer”, concluiu o presidente.