CEO do Grupo City evita responder sobre irregularidades financeiras

    Ferran Soriano foi questionado sobre decisão contra o Manchester City e possível recurso

    Foto: Letícia Martins / EC Bahia

    CEO do City Football Group (Grupo City), conglomerado que controla a SAF do Bahia, Ferran Soriano evitou comentar a decisão que considerou o Manchester City culpado em 114 das 115 acusações envolvendo violações das regras financeiras da Premier League. O dirigente foi abordado por um jornalista da Sky Sports durante um evento na terça-feira (29), mesmo dia em que a decisão contra o clube inglês foi divulgada.

    Questionado inicialmente se gostaria de pedir desculpas aos torcedores pelas irregularidades apontadas no julgamento, Soriano não entrou no assunto. “Não tenho nada a dizer, obrigado”, respondeu.

    O jornalista insistiu e perguntou se o clube estava confiante em conseguir reverter a decisão por meio de recurso. Soriano também foi confrontado sobre os contratos considerados fictícios durante a investigação, mas novamente se recusou a falar. “Eu disse que não tenho nada a dizer, obrigado”, afirmou o CEO do Grupo City, se retirando da frente das câmeras.

    A postura do executivo ocorre enquanto o Manchester City prepara sua reação à decisão. O clube nega ter cometido irregularidades e tem até sexta-feira (2 de outubro) para apresentar recurso.

    Confira o momento:

    Entenda as acusações contra o Manchester City

    O processo envolve as contas do clube entre as temporadas 2009/10 e 2017/18. Depois de uma investigação iniciada anos antes, o Manchester City foi formalmente acusado pela Premier League em fevereiro de 2023, e o caso passou a ser analisado por uma comissão independente.

    Segundo a decisão, foram utilizados contratos considerados fictícios para aumentar receitas e reduzir despesas contabilizadas ao longo do período investigado. A comissão apontou movimentações superiores a 900 milhões de libras, aproximadamente R$ 6,2 bilhões.

    Parte dos valores apresentados como receitas provenientes de patrocínios teria sido financiada pelo próprio grupo proprietário do Manchester City. A decisão também apontou mecanismos utilizados para ocultar despesas.

    Ao todo, o clube foi considerado culpado em 114 das 115 acusações analisadas. As possíveis punições ainda serão discutidas separadamente e podem incluir multa, perda de pontos e, no cenário mais severo, expulsão da Premier League.

    O Manchester City contesta as conclusões e afirmou estar “desapontado e surpreso” com o resultado. Em sua manifestação, o clube sustentou que possui provas para defender sua posição e classificou a decisão como baseada em erros de direito, princípio e fato.

    “O clube é inocente das acusações feitas pela Premier League e existe um conjunto abrangente de provas irrefutáveis que sustentam todas as suas posições relativas a este caso”, afirmou o City.

    Enquanto prepara o recurso, o clube ainda aguarda a etapa responsável pela definição de eventuais sanções.