Tiffany critica proibição da CBV e diz: ‘Não sou bandida’

    Oposta do Osasco está fora da próxima edição da Superliga após nova política da CBV para atletas trans

    Foto: Divulgação/CBV

    A oposta Tiffany Abreu criticou a decisão da Confederação Brasileira de Voleibol (CBV) que a impede de disputar a próxima edição da Superliga Feminina. A jogadora esteve no lançamento da competição, nesta quinta-feira (1º), em São Paulo, e afirmou que continua em negociação para tentar ser liberada.

    Entenda a nova política da CBV

    A entidade adotou uma política alinhada às diretrizes do Comitê Olímpico Internacional (COI) para a participação na categoria feminina. A regra estabelece a exigência de um teste genético negativo para o gene SRY, associado ao desenvolvimento sexual masculino, para a inscrição de atletas em competições femininas.

    A medida vale para a Superliga A e B da temporada 2026/2027, além da Supercopa de 2026, Copa Brasil de 2027 e competições nacionais de vôlei de praia. A nova política também revogou a regra anterior, que permitia a participação de atletas trans mediante controle dos níveis de testosterona.

    Segundo a CBV, a mudança segue parâmetros adotados por entidades internacionais do vôlei e do esporte olímpico.

    Tiffany ainda busca liberação

    No evento de lançamento da Superliga Feminina, Tiffany afirmou à ESPN que há contato diário com a CBV para discutir a situação. A atleta afirmou que foi pega de surpresa pela nova política e relatou o impacto da decisão.

    “É um momento muito difícil. E aí a gente recebe uma notícia dessa… como se eu fosse uma bandida. Eu não sou uma bandida. Eu sou uma atleta que inspira muitas pessoas, mereço estar jogando, dentro das quadras, onde é meu lugar”, declarou.

    A jogadora afirmou que pretende continuar tentando uma autorização para participar da Superliga até o último momento. Tiffany também criticou a forma como a mudança foi conduzida e questionou a falta de diálogo antes da implementação da nova regra.

    “Faltou muita empatia com o ser humano, com a atleta, com o clube e com as pessoas que se inspiram em mim no esporte”, afirmou.

    Enquanto a situação não é alterada, Tiffany segue treinando pelo Osasco e tentando viabilizar sua participação na principal competição nacional da modalidade.