Jerônimo cobra abertura de sigilo de ACM Neto após relatório da PF

    O documento também menciona movimentações de dinheiro em espécie transportado em malas

    Foto: Amanda Ercília/Governo da Bahia

    O governador e candidato à reeleição, Jerônimo Rodrigues (PT), cobrou explicações de ACM Neto (União Brasil) após a divulgação de um relatório da Polícia Federal que aponta o ex-prefeito de Salvador como liderança de uma organização investigada na Operação Overclean.

    O documento, revelado pela CNN Brasil e pelo ICL Notícias, aponta suspeitas de fraudes em contratações públicas de Belo Horizonte e afirma que ACM Neto teria exercido papel de liderança no grupo investigado por obtenção de recursos públicos por meio de contratos superfaturados. A investigação também cita a relação do político com o empresário Marcos Moura, conhecido como “Rei do Lixo”.

    Segundo o relatório, a Polícia Federal identificou 232 contatos entre ACM Neto e Marcos Moura entre agosto e dezembro de 2024. O documento também menciona movimentações de dinheiro em espécie transportado em malas dentro de aeronaves fretadas. A PF investiga suspeitas de crimes como fraude em licitações, contratos, organização criminosa e lavagem de dinheiro.

    Durante um ato de campanha em Alagoinhas, na quarta-feira (30), Jerônimo afirmou que não cabe a ele fazer um julgamento sobre o caso, mas cobrou que o adversário permita o acesso às informações financeiras.

    “Eu estou assistindo aqui a um vídeo do jornalista Juca Kfouri e eu fico muito indignado com isso. Eu não sou juiz, não estou julgando. Na condição de candidato, eu gostaria de que você pudesse autorizar a Justiça a abrir seu sigilo. A Bahia precisa saber, Neto”.

    Jerônimo cobra transparência

    Na sequência, o governador voltou a pedir que ACM Neto apresente explicações sobre as suspeitas apontadas pela investigação. “Eu vou continuar percorrendo a Bahia, dialogar com o meu povo e fazer uma política de justiça, com mãos limpas. Abra suas contas”, cobrou.

    ACM Neto tem negado envolvimento nas irregularidades investigadas e afirmou anteriormente que a divulgação de informações relacionadas à investigação representaria uma tentativa de interferência no processo eleitoral.