Rui nega alta de Flávio Bolsonaro e vê cenário ‘encaminhado’ na Bahia

    Para o petista, dados apresentados por institutos de pesquisa não refletem um "crescimento real" do filho "01" do ex-presidente Jair Bolsonaro

    Foto: César Marques/ Divulgação

    Líder nas pesquisas para o Senado, o ex-ministro da Casa Civil, Rui Costa (PT), contestou que Flávio Bolsonaro (PL) tenha ganhando popularidade na reta final do primeiro turno das eleições. O petista, que projeta a vitória do grupo político na Bahia e no Brasil, afirma que dados apresentados por institutos de pesquisa não refletem um “crescimento real” do filho “01” do ex-presidente Jair Bolsonaro, mas sim variações dentro da margem de erro ou leituras equivocadas.

    “Não diria que houve um crescimento do Flávio. Eu discordo dessa interpretação na imprensa. Eu vi muito debate ontem à noite nas TVs, TVs pagas, aquelas de assinatura. Você fazer na véspera à noite a avaliação com pesquisa estimulada, eu acho um equívoco. O eleitor, quando está nessa sala aqui, ele não está sendo estimulado por ninguém. Não tem ninguém na frente dele mostrando uma cartela e dizendo: ‘Escuta, lê uma aqui, aponte o dedo aqui para um’. Não tem ninguém fazendo isso. Então, o que vale na véspera ou no dia é o espontâneo, é aquilo que ele já tem de opinião”, disse Rui Costa em entrevista a jornalistas na manhã deste domingo (4).

    “O estimulado serve antes para medir potencial de voto, expectativa de potencial. É para isso que serve a estimulada. Mas na véspera, no dia, estimulada não serve para nada. Não tem ninguém ali, a não ser que tenha um crime eleitoral acontecendo”, acrescentou.

    Sobre a Bahia, Rui Costa afirma que o cenário está “bem encaminhado”. O ex-governador afirma estar confiante na vitória de Lula, mas avalia que ainda é “prematuro” falar sobre a configuração para o Senado.

    “A expectativa é que a votação ocorra de forma tranquila na Bahia inteira. Que o eleitor vá de forma serena, tranquila, realizar o seu voto. Que as manifestações de preferência sejam conforme a lei diz, silenciosas, ou seja, vestindo a camisa, vestindo o boné, com a bandeira, com o adesivo. E que o baiano e a baiana votem em paz, votem com a sua consciência. Nós estamos confiantes na vitória, tanto aqui na Bahia como no Brasil. Vamos trabalhar aí e orar para que no Brasil a gente consiga resolver essa eleição, hoje é a nossa expectativa”, destacou.

    “Eu acho que é prematuro falar [do Senado]. Tá muito apertado em todo lugar, porque você faz múltiplas combinações, é diferente de um voto só. Se você tem um voto só, fica mais fácil você fazer o prognóstico. Então, eu acho que ainda é cedo para fazer previsão de bancadas. Você tem alguns estados, poucos estados, que há um descolamento de um ou de dois nomes, mas eu diria que praticamente todos, ou quase todos, têm ali disputa em, pelo menos, uma das vagas. Então, eu acho que ainda é cedo, vamos aguardar aí o final do dia para fazer uma avaliação mais precisa”, finalizou.