Delliana reforça apoio a Lula contra possivel vitória do ‘genocídio’

    “Possível vitória da extrema direita é uma vitória do genocídio”, declarou Delliana

    Foto: Divulgação/Bruno Hierro

    A candidata derrotada ao Senado pela Bahia, Delliana Ricelli (PSOL), afirmou ao bahia.ba nesta segunda-feira (5) que continuará apoiando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno da eleição presidencial. Segundo ela, é necessário que a campanha busque ir atrás dos votos contabilizados como “abstenções”. Questionada sobre uma possível vitória do adversário de Lula, o candidato Flávio Bolsonaro (PL), a pesolista disse que a vitória seria do “genocídio”.

    “Tenho um compromisso firmado com a reeleição do presidente Lula desde o primeiro turno. Então agora nós vamos para a rua. Nosso nome agora é Rua Organização Popular”, disse declarando que irá as ruas em campanha para Lula.

    Delliana defendeu que a campanha de Lula concentre esforços nos eleitores que não compareceram às urnas no primeiro turno. Para a candidata, a quantidade de abstenções representa um grupo que precisa ser alcançado antes da votação definitiva para a Presidência da República. “Convencer, inclusive, as pessoas que se abstiveram. Foram muitas, são mais de 32 milhões de abstenções. Então a gente precisa ir atrás disso e garantir a reeleição do presidente”, afirmou.

    Delliana critica possível vitória de Flávio Bolsonaro

    Ao comentar uma eventual vitória de Flávio Bolsonaro, Delliana afirmou considerar essa possibilidade e apresentou uma avaliação negativa sobre os possíveis efeitos de um resultado favorável ao candidato. A psolista relacionou o cenário a impactos sobre a população negra, mulheres, educação e universidades públicas.

    “Eu acredito que uma possível vitória da extrema direita é uma vitória do genocídio sobre o povo negro, sobre mulheres. É uma vitória contra, é uma derrota das universidades públicas, é um achatamento da classe média, é um processo muito difícil, é a rota do chão. Então, são alguns passos que a gente quer fazer melhor”, disse Delliana.

    Abstenções entram no foco do segundo turno

    A candidata também reforçou a necessidade de buscar os eleitores que não participaram da votação ou que optaram por votos brancos e nulos. Na avaliação dela, a segunda etapa apresenta desafios próprios, especialmente pela quantidade de informações que o eleitor precisa administrar durante o processo de votação.

    “A eleição de segundo turno é outra eleição.A gente compreende que uma eleição de seis números é muito difícil. Muitas pessoas com dificuldade de votar, longas esperas nas filas. Então, a gente tem que ir atrás agora de 32 milhões de pessoas que se abstiveram nesse primeiro turno e garantir que elas consigam chegar à urna e consigam votar”, afirmou.

    Delliana encerrou reforçando a disposição de atuar na campanha pela reeleição de Lula e disse ser complicado alcançar a todos os brasileiros, mas que o segundo turno é diferente do primeiro. “A eleição de segundo turno é outra eleição.A gente compreende que uma eleição de seis números é muito difícil. Muitas pessoas com dificuldade de votar, longas esperas nas filas […] Eu tenho fé e a gente vai trabalhar muito para isso”, concluiu.