Isabela Suarez critica debate ‘atropelado’ sobre fim da escala 6×1

    "O que a gente está dizendo é que o micro e o pequeno não conseguem aplicar na forma como está sendo apresentada", avalia a presidente da ACB

    Foto: Lula Bonfim/bahia.ba

    A presidente da Associação Comercial da Bahia (ACB), Isabela Suarez, defendeu a existência de uma compensação tributária para que o comércio não seja prejudicado diante das discussões sobre o fim da escala 6×1 no Brasil.  

    Em entrevista à imprensa nesta quarta-feira (8), Isabela Suarez pontua que a redução da jornada de trabalho precisa ser debatida, mas avalia que o que vem sendo apresentado no Congresso Nacional não seria “viável” por ser sido feito de “forma muito atropelada para garantir um resultado eleitoral”.  

    “Ninguém se recusa a avançar no processo civilizatório. A redução de jornada, em algum momento, precisava ser discutida; as pessoas querem mais qualidade de vida. O que a gente está dizendo é que o micro e o pequeno não conseguem aplicar na forma como está sendo apresentada. Não significa dizer que somos contra. O que a gente quer é uma isonomia: qual o imposto que pode ser abatido? Onde a gente pode ser compensado? Vai ser discutida uma transição para que todo mundo possa efetivamente se adequar?”, questionou Suarez. 

    “Foi tudo feito de forma muito atropelada para garantir um resultado eleitoral. É uma discussão urgente, mas que precisa de cuidado. O que a classe empresarial espera é ter condições de continuar produzindo e que as garantias sejam asseguradas”, acrescentou. 

    A vice-presidente da Federação das Associações Comerciais do Estado da Bahia, defendeu pautas centrais para a sustentabilidade do setor produtivo, com destaque para os micros e pequenos empresários.  

    Isabela Suarez destacou a urgência de reajustar os limites de enquadramento do Microempreendedor Individual (MEI) e do Simples Nacional. Para a dirigente, há uma assimetria no tratamento dispensado ao setor produtivo em comparação aos reajustes aplicados a programas sociais. 

    “O que a gente vem apelando, principalmente por parte das associações comerciais, é que a gente tem travado uma batalha dentro do Congresso para aumentar o teto do MEI e o teto do Simples Nacional. Na medida em que a gente assiste a um reajuste pela inflação de programas assistenciais, o que o micro e o pequeno empresário brasileiro quer é que essa isonomia também seja aplicada para essa classe que é fundamental, responsável por 80% dos empregos formais do nosso país”, destacou.