Macaco de Marcell Moraes morre, e ex-deputado suspeita de veneno

    Animal morreu após ser levado ao Cetas, em Salvador; Marcell Moraes cobra perícia independente, e o Inema fará exame necroscópico

    Foto: Divulgação / Alba e Reprodução/Instagram

    O macaco-prego Alcebíades, que pertencia ao ex-deputado estadual Marcell Moraes (PSDB), morreu após ser capturado pela Polícia Militar no condomínio Alphaville 2, na Avenida Paralela, em Salvador. A morte foi divulgada pelo ex-parlamentar nas redes sociais, quando ele também cobrou uma investigação independente e levantou a suspeita de envenenamento.

    Na publicação, Marcell afirmou que o animal estava saudável antes de ser levado pelos policiais e pediu esclarecimentos sobre o que aconteceu durante a ocorrência e no período em que esteve sob os cuidados do Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas) e do Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema).

    “Agora, meu filho está morto, e eu exijo uma perícia séria e independente. Quero saber o que aconteceu com ele, desde o contato com os vizinhos, durante a ação policial e enquanto esteve sob os cuidados do Cetas e do Inema”, escreveu.

    O ex-deputado também afirmou que pretende buscar a responsabilização dos envolvidos caso sejam identificadas irregularidades.

     

    Animal chegou debilitado ao Cetas

    Em nota, o Inema informou que o macaco-prego-preto chegou ao Cetas na noite de segunda-feira (5), desacordado, com nível de consciência reduzido e pouca resposta a estímulos. A avaliação veterinária identificou lesões no rosto, incluindo cortes próximos à narina direita, e ferimentos na língua.

    O animal apresentava temperatura corporal de 42 °C e frequência cardíaca superior a 170 batimentos por minuto. Durante os procedimentos de estabilização, a equipe registrou salivação intensa, vocalizações e movimentos involuntários dos membros.

    Diante do quadro clínico, os profissionais consideraram a possibilidade de exposição a substâncias tóxicas, mas a hipótese ainda não foi confirmada. Alcebíades recebeu atendimento veterinário, porém morreu às 18h42 do dia 5 de outubro.

    Segundo o instituto, o corpo será submetido a exame necroscópico para investigar a causa da morte. O órgão também vai apurar os cuidados prestados ao animal e verificar eventual negligência por parte do tutor.