O ex-governador da Bahia e senador eleito Rui Costa (PT), que integra a coordenação nacional da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em Brasília, projetou o papel decisivo do eleitorado baiano no segundo turno das eleições presidenciais.
Rui Costa defendeu a ampliação da votação do petista no estado e convocou uma mobilização geral para a votação do dia 25 de outubro.
“Eu acredito muito na virada e a Bahia e os baianos serão decisivos nisso. O seu voto é decisivo. Portanto, acho que todos têm que comparecer para votar. Vamos fazer o mutirão de pegar a avó, o tio, um parente. É o mutirão da votação. Agora vai ser um voto só. A Bahia foi e será decisiva”, afirmou, ressaltando que o processo de votação no segundo turno é mais rápido.
No primeiro turno, Lula venceu em 413 dos 417 municípios baianos, somando 5.664.771 votos (66,17%), contra 2.442.585 (28,53%) de Flávio Bolsonaro (PL).
Alertas sobre investimentos estaduais
O ex-ministro defendeu que os eleitores levem em consideração as obras e o desenvolvimento da Bahia ao escolherem seu candidato no segundo turno.
“Independente de quem foi seu candidato a governador, a senador, agora o que está em jogo é a Bahia, são os baianos. Eu tenho que dizer que se o Lula não for eleito, a obra da Ponte Salvador-Itaparica está em risco, vão cortar o dinheiro do VLT”, alertou, ao citar a escassez de repasses federais durante os governos Temer e Bolsonaro.
“As pessoas têm de saber o que vai acontecer para depois não dizer: ‘ah, votei, mas eu não sabia’. Então, saibam que eles vão fazer exatamente como fizeram com o meu governo, ou pior”, completou.
Rui Costa destaca mobilização
Rui Costa também destacou os atos de rua promovidos por estudantes pelo país como um demonstrativo da força da campanha petista nesta nova fase do pleito.
“Estou muito feliz, vi as manifestações, milhares de jovens, estudantes, essa semana, nas ruas, as imagens são muito impressionantes. Vi do Rio de Janeiro, Porto Alegre, em Curitiba uma multidão, no interior de Minas Gerais, teve aqui em Salvador, e várias outras cidades com manifestação da juventude. Isso porque os estudantes sabem o que é que eles vão fazer, como fizeram: cortar recursos, parar as obras das universidades”, disse.

