Douglas Ruas é declarado governador do Rio de Janeiro

    Justiça Eleitoral toma decisão sobre os votos de Garotinho; TRE-RJ retotaliza votos e candidato do PL garante mais de 50% dos votos

    Foto: Reprodução

    O então candidato ao Governo do Rio de Janeiro, Douglas Ruas (PL), foi declarado eleito governador do estado neste sábado (10), após o Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) realizar a retotalização dos votos do primeiro turno.

    Com a atualização do resultado, o candidato ultrapassou a marca de 50% dos votos válidos e garantiu a vitória sem precisar disputar uma segunda etapa contra Eduardo Paes (PSD). 

    Anulação de votos muda resultado da disputa

    A mudança ocorreu após o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinar a anulação dos votos recebidos por Anthony Garotinho (Republicanos), que havia recebido 274.411 votos no primeiro turno, realizado no domingo (4). Com a retirada desses votos do cálculo, a proporção dos votos válidos foi recalculada pela Justiça Eleitoral.

    Na apuração inicial, Douglas Ruas registrava 49,27% dos votos válidos, enquanto Eduardo Paes somava 42,76%. Garotinho aparecia na terceira posição, com 3,17%. Após a retotalização, Ruas alcançou 50,88%, contra 44,16% de Paes.

    Com a confirmação da vitória de Ruas, a eleição para o governo fluminense termina no primeiro turno, sem a disputa prevista, e esperada, entre os dois candidatos mais votados na contagem inicial para o segundo turno.

    Decisão provoca reação nas redes sociais

    A exclusão dos votos de Garotinho após a contagem de votos do primeiro turno gerou críticas nas redes sociais, inclusive da cantora Anitta, que questionou a forma como a eleição foi conduzida no estado.

    Na segunda-feira (7), ela declarou: “Um homem (Anthony Garotinho) que deveria ter vergonha de pisar no Rio de Janeiro. Agora cabe ao TSE considerar os votos recebidos por ele para que o segundo turno seja válido. Caso contrário, se a ideia era fazer essas pessoas saírem de casa para jogar o voto no lixo, o melhor era não ter permitido sua candidatura”.