Vorcaro prestará novo depoimento à PF sobre negociação do Master

    Ex-banqueiro será ouvido por videoconferência na quinta-feira (15)

    Foto: Reprodução

    O ex-controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro prestará novo depoimento à Polícia Federal (PF) na quinta-feira (15), por videoconferência. A oitiva tem como foco a negociação envolvendo a compra do banco pelo Banco de Brasília (BRB), instituição pública do Distrito Federal.

    A investigação apura suspeitas de fraude de R$ 12 bilhões na negociação de carteiras de crédito consideradas irregulares, além de um suposto esquema de pagamento de propina ao então presidente do BRB, Paulo Henrique Costa.

    Segundo a PF, a contrapartida teria envolvido seis imóveis de luxo em Brasília e São Paulo, atribuídos a Vorcaro, em um montante estimado em R$ 150 milhões. Mensagens encontradas no celular do ex-banqueiro integram os elementos analisados pelos investigadores.

    Depoimento foi adiado duas vezes

    A oitiva de Vorcaro já foi adiada em duas ocasiões. A defesa alegou não ter tido acesso aos autos do processo e sustentou que precisava consultar os documentos para preparar o depoimento do cliente.

    Após ouvir o ex-controlador do Master, a PF pretende colher o depoimento de Paulo Henrique Costa. Ainda não há data definida para a oitiva do ex-presidente do BRB.

    Costa foi afastado do comando do banco e será alvo de investigação no caso. O afastamento completará um ano no próximo mês. Em novembro de 2025, ele foi alvo de buscas na primeira fase da Operação Compliance Zero, que também levou à primeira prisão de Vorcaro.

    Vorcaro está preso em Brasília

    O ex-controlador do Banco Master foi preso pela primeira vez em novembro de 2025, mas deixou a prisão 12 dias depois. Em março deste ano, teve a prisão preventiva decretada novamente.

    Atualmente, Vorcaro está preso na Papudinha, ala do Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília.

    A investigação busca esclarecer as circunstâncias da negociação entre o Banco Master e o BRB, além de apurar a possível participação de envolvidos em operações financeiras suspeitas e no suposto pagamento de vantagens indevidas.