‘Voltamos para 1964’, diz Janones sobre bloqueio do Exército Lula

    Campanha do presidente Lula regularizou cadastro do grupo na Justiça Eleitoral

    Foto: Mario Agra/Câmara dos Deputados

    O deputado federal André Janones (Rede-MG) criticou novamente a suspensão do canal de WhatsApp “Exército do Lula”, nesta quarta-feira (14). O grupo administrado pelo político reúne mais de 4 milhões de apoiadores em campanha pela reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

    Nas redes sociais, Janones comparou a suspensão com o período de ditadura militar no Brasil. “Bom, pessoal, vocês viram aí que o canal foi censurado, né? Voltamos pra 1964 e o canal Exército Lula tá fora do ar”, afirmou Janones.

    O deputado apontou na gravação que Lula prometeu comprar um celular para participar do canal quando atingisse a marca de 5 milhões de seguidores.

    “Mas vocês lembram que o Lula falou que, quando o canal atingisse 5 milhões de pessoas, ele ia comprar um celular e entrar no grupo? Algo me diz que daqui a 48 horas o Lula vai ter que comprar um celular”, continuou.

    O canal foi tirado do ar na noite de terça-feira (13), após determinação do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques. Na decisão, o magistrado condicionou a liberação da página ao registro do endereço eletrônico pela campanha de Lula na Justiça Eleitoral. A medida já foi cumprida por Janones.

    Entenda o caso

    O imbróglio envolvendo o canal de apoio ao presidente Lula começou após denúncia da campanha do senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL). Na ocasião, o bolsonarista apontou que o grupo era feito para disseminação de desinformação.

    Nunes Marques determinou a retirada do canal do ar no domingo (11), mas a decisão caiu após o corregedor-geral da Justiça Eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, autorizar novamente o grupo de mensagens.

    A área técnica do TSE não identificou divulgação de notícias falsas específicas no canal. Nunes Marques autorizou a retomada das atividades do grupo após a regularização da campanha de Lula.