“A gente leva voto”: Jerônimo fala sobre relação com Lula

    Governador destacou a relação com o presidente após anúncio de R$ 3 bilhões da União para a construção da Ponte Salvador-Itaparica

    Foto: Pevê Araújo / bahia.ba

    O governador Jerônimo Rodrigues (PT) destacou nesta quinta-feira (15) a relação com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e os investimentos do governo federal na Bahia. A declaração foi dada em Salvador, após uma reunião com empresários que contou com a presença do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB). 

    De acordo com Jerônimo, a Bahia busca recursos da União e conta com o reconhecimento do presidente pelo apoio recebido nas eleições.

    “[Lula] é um querido. Ele sabe que eu vou buscar dinheiro e buscamos mesmo, mas a gente leva voto. A Bahia deu 4 milhões de votos na eleição passada. Então é a gratidão que ele diz que tem pela Bahia. Ele falou isso, não tô nem de brincadeira, mas ele sabe que nós trabalhamos pelo Brasil”, declarou.

    Na terça-feira (13), em Brasília, foi assinado um termo de compromisso que prevê R$ 3 bilhões em recursos federais para a construção da Ponte Salvador-Itaparica. O valor representa a participação da União no custeio do empreendimento, estimado em R$ 10,4 bilhões.

    A ponte é um dos principais projetos de infraestrutura previstos para a Bahia e deve ligar Salvador à Ilha de Itaparica. O aporte federal anunciado reforça a participação do governo Lula no financiamento da obra.

    Jerônimo vê risco para a Bahia com Flávio Bolsonaro

    Durante a mesma agenda, o governador também demonstrou preocupação com a possibilidade de o senador Flávio Bolsonaro (PL) chegar à Presidência da República. Jerônimo criticou o termo “tesouraço”, associado a cortes de gastos públicos, e afirmou que medidas semelhantes às adotadas na Argentina podem afetar a população mais pobre e os programas sociais.

    “Mas é claro que corre risco, sim. […] Foi o mesmo que foi usado na Argentina, e quem pagou a conta com o tesouraço foram os pobres, foram os projetos sociais”, disse.