Jerônimo rebate ACM Neto e diz que Bahia prefere Lula

    Governador critica apoio a Flávio Bolsonaro, relembra gestão da pandemia e cobra juízo político de aliados da oposição

    Foto: Daniel Serrano/bahia.ba

    O governador reeleito pela Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), rebateu nesta segunda-feira (19) as declarações do senador Flávio Bolsonaro (PL) e a promessa de participar da inauguração da ponte Salvador-Itaparica se for eleito.

    Durante entrevista à imprensa, Jerônimo afirmou que a Bahia sabe reconhecer quem apoia o estado e criticou o posicionamento do ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União Brasil) no segundo turno.

    Sobre o discurso de que opositores poderiam trazer mais recursos, o governador pontuou que não adota práticas de retaliação e destacou a parceria com o governo federal.

    “Eu não vou retaliar nenhuma prefeitura porque não me apoiou ou porque votou contra. Alguns até me xingaram, ou algumas, eu vou relevar, porque meu lugar, que o povo me deu de reeleito, eu tenho um lugar a respeitar”, disse o governador.

    Apoio ao bolsonarismo na Bahia

    Em resposta direta às movimentações políticas recentes, Jerônimo avaliou que o apoio de lideranças locais ao adversário ignora o histórico recente de gestão e cooperação federativa.

    “A Bahia sabe quem é melhor para ser presidente para a Bahia. O Lula ganhando, a Bahia sabe que o Lula é melhor para me ajudar a governar, ajudar os prefeitos a governarem”.

    O chefe do Executivo estadual também criticou a decisão de ACM Neto de não manter a neutralidade na disputa nacional.

    “É a lógica do juízo. Se o ex-prefeito tivesse o juízo da inteligência, da política melhor para a Bahia, ele podia pelo menos dizer assim: ‘Ó, eu vou ficar neutro’. Mas ele foi do lado que persegue o povo. Ele sabe, ele lembra, ele estava prefeito dessa cidade quando aconteceu o processo de pandemia”.

    Período da pandemia

    Relembrando o período crítico da crise sanitária, Jerônimo enfatizou as dificuldades enfrentadas na gestão pública federal da época. “Sabe o quanto foi difícil governar, gerenciar uma crise de uma pandemia com um presidente que não acreditava em ciência. Então, ele está no lugar dele, ele só mentiu para o povo, mas para nós, ele mente, mas a gente sabe quem é”.

    Por fim, o governador reforçou a expectativa de continuidade dos investimentos federais e mencionou os recursos voltados para grandes obras de infraestrutura e saúde.

    “Eu espero que o Lula ganhe as eleições, eu estou nesse patamar. Amanhã de manhã já esteja no Diário Oficial os 3 bilhões que a gente acionou na semana passada. Eu espero inclusive que o Lula vai ganhar e não vão ser só três, eu tenho certeza que ele vai botar mais, é uma ponte de 11,6, 12 bilhões de reais”, concluiu.