O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), afirmou acreditar que a virada eleitoral em favor do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) já ocorreu. Durante a entrega de equipamentos de cromatografia e 12 viaturas ao Departamento de Polícia Técnica da Bahia (DPT-BA), nesta segunda-feira (19), o petista citou o cenário das pesquisas eleitorais e pediu mobilização dos apoiadores para consolidar o movimento.
“Quando as pesquisas começam a mostrar o empate técnico, a gente cola, a gente passa um ponto, dois pontos, é porque a virada já ocorreu. Eu acredito que a virada já ocorreu”, declarou.
Apesar da avaliação, Jerônimo pediu que os apoiadores não diminuam o ritmo da mobilização política. Ao se dirigir ao que chamou de “exército de Lula na Bahia”, o governador defendeu a continuidade das ações de campanha nos municípios e nas ruas.
“O que eu peço aqui ao meu povo, ao exército de Lula na Bahia, é que não baixe a guarda. Nós temos que consolidar essa virada”, afirmou.
Jerônimo cita mobilização de jovens e professores
Na avaliação do governador, as manifestações e mobilizações políticas registradas no país não são espontâneas, mas resultado de preocupações com possíveis mudanças nas políticas públicas.
Jerônimo citou estudantes, jovens, professores, trabalhadores de baixa renda, integrantes da classe média e microempreendedores individuais (MEIs) como grupos que, segundo ele, temem cortes em áreas como educação e orçamento das universidades.
“ A juventude está indo para a rua porque está vendo ameaças nos cortes da educação. Professores estão indo para a rua porque entendem que as universidades não vão receber orçamento”, disse.
Governador critica discurso sobre cortes
Jerônimo também criticou o discurso de seu adversário político sobre redução de gastos públicos. Ao comparar a retórica com a do presidente argentino Javier Milei, o governador mencionou o uso de uma tesoura como símbolo de possíveis cortes.
“Ele imita o Milei. O Milei usou uma serra, ele usa uma tesoura. São equipamentos de cortes, mas ele não diz onde vai cortar. Nós já sabemos que são nas áreas que beneficiam a classe média e a classe pobre”, declarou.
As afirmações sobre os efeitos de eventuais cortes representam a avaliação política do governador. Na ocasião, ele não apresentou medidas específicas ou dados orçamentários para detalhar quais políticas públicas seriam afetadas.

