Fonte Nova muda de nome após acordo com empresa do setor de energia

    Parceria anunciada nesta segunda-feira (19) marca uma nova fase comercial do estádio em Salvador

    Foto: San Junior

    A Fonte Nova passará a ser identificada comercialmente como Arena Acelen Fonte Nova, após a formalização de uma parceria de naming rights com a empresa responsável pela Refinaria de Mataripe, localizada em São Francisco do Conde, na Região Metropolitana de Salvador (RMS). O acordo foi anunciado nesta segunda-feira (19) e representa uma nova mudança na denominação do estádio, que já teve seus direitos de nome vinculados a empresas dos setores de bebidas e apostas esportivas.

    A novidade começou a ser antecipada no domingo (18), durante a partida entre Bahia e Flamengo, pela 31ª rodada do Campeonato Brasileiro. Mensagens relacionadas à energia e elementos gráficos em azul apareceram nos painéis da arena, em uma ação que preparou o público para a apresentação da nova marca, divulgada oficialmente no dia seguinte.

    Embora o contrato estabeleça a presença da Acelen na identificação comercial do equipamento, os valores envolvidos na negociação e o período de vigência da parceria não foram informados. A mudança também não altera, por si só, a administração do estádio, uma vez que a exploração dos direitos de nome e a gestão da arena são atividades previstas em contratos distintos.

    A escolha da nova denominação preserva a expressão Fonte Nova, associada à história do futebol baiano e à relação do público com o estádio. Inaugurada em 2013, a atual arena recebe, além das partidas do Bahia, apresentações musicais, eventos corporativos e outras atividades de entretenimento.

    Nova marca mantém elementos tradicionais do estádio

    A identidade visual desenvolvida para a Arena Acelen Fonte Nova incorpora a marca da companhia sem substituir completamente os elementos que já identificavam o equipamento. Segundo a empresa, o projeto mantém a tipografia original e recupera a representação dos arcos da arena, buscando preservar características reconhecidas pelo público.

    A apresentação da parceria será acompanhada de uma campanha que utiliza a relação entre energia e o nome histórico do estádio. A assinatura escolhida, “Toda energia tem uma fonte. A nossa é a Bahia”, faz referência tanto à atuação da Acelen no estado quanto à identificação da arena com o esporte e a cultura baiana.

    Em seu material de divulgação, a companhia apresentou a nova fase do equipamento com a seguinte mensagem:

    Uma nova energia chegou à Arena Fonte Nova.

    Uma energia que vibra na torcida, ganha força na música, transforma conhecimento em ideias e aproxima pessoas e negócios.

    Agora, todos esses movimentos se encontram em um novo nome: Arena Acelen Fonte Nova.

    Onde tem energia, tem Acelen.

    A estratégia comercial prevê associar a marca da empresa à programação de futebol, música e grandes eventos realizados no estádio, ampliando sua exposição para públicos que vão além do setor de combustíveis.

    Fonte Nova já teve acordos com Itaipava e Casa de Apostas

    A entrada da Acelen acontece depois da interrupção da parceria comercial com a Casa de Apostas, empresa que havia adquirido os direitos de nome do estádio no início de 2024. O contrato anterior previa o pagamento de R$ 13 milhões anuais durante quatro temporadas, o que representaria um investimento total de R$ 52 milhões.

    A suspensão do acordo foi relacionada à Medida Provisória nº 1.394/2026, que estabeleceu restrições à exploração e à publicidade de apostas de quota fixa no país. Com a retirada da marca da empresa, o estádio voltou a utilizar temporariamente a denominação Arena Fonte Nova, até o anúncio da nova parceria.

    Antes da Casa de Apostas, o equipamento foi identificado como Itaipava Arena Fonte Nova, em decorrência de um contrato firmado com o Grupo Petrópolis. A associação comercial começou em 2013, acompanhando a inauguração do estádio, e permaneceu em vigor por dez anos, até 2023, com valor total divulgado de aproximadamente R$ 100 milhões.

    Mudança de nome não interfere na gestão da arena

    A nova parceria comercial ocorre em um período de expectativa sobre o futuro da administração da Fonte Nova. O atual contrato de Parceria Público-Privada (PPP), responsável pela gestão do equipamento, tem vigência prevista até 31 de março de 2028, quando poderá ser iniciado um novo processo para definir a operação do estádio.

    Conforme anunciado publicamente pelo CEO do City Football Group (Grupo City), Ferran Soriano, a SAF do Bahia tem interesse em participar de uma eventual disputa pela gestão da arena. Entretanto, esse cenário não possui relação direta com a aquisição dos naming rights pela Acelen, já que o contrato anunciado diz respeito à utilização comercial do nome do estádio.