Wagner rebate críticas de Flávio Bolsonaro ao Bolsa Família

    A critica foi feita através de uma publicação nas redes sociais nesta terça (20)

    Foto: Rafael Nunes / Divulgação

    O senador Jaques Wagner (PT) contestou declarações de Flávio Bolsonaro (PL) sobre o Bolsa Família e defendeu a continuidade do programa social. Em publicação nas redes sociais nesta terça-feira (20), o petista criticou a postura do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro e destacou o papel do benefício no combate à pobreza.

    “Flávio, que já nasceu na sombra do papai, acha que tudo é uma esmola, nunca passou fome. Não é esmola. Isso é programa social, política pública para tirar da extrema pobreza aqueles que não estão conseguindo sobreviver. Ele anda negando o que falou, não adianta negar. O Brasil inteiro sabe quem sempre foi contra o Bolsa Família”, afirmou Wagner. Na crítica, o senador fez referência a ocasiões em que Flávio chamou o benefício de “esmola” e “Bolsa Farelo”. Na Bahia, mais de 2,3 milhões de famílias recebem o auxílio.

    Wagner cita saída de famílias do programa na Bahia

    Ao rebater a ideia de que a transferência de renda estimularia a dependência do Estado, Wagner argumentou que o benefício ajuda quem enfrenta dificuldades para conseguir emprego e garantir a alimentação em casa. Para ele, o programa pode servir como apoio inicial para que os beneficiários melhorem suas condições de vida e conquistem independência financeira.

    Como exemplo, o senador mencionou dados do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social segundo os quais quase 500 mil baianos deixaram o Bolsa Família entre 2023 e 2026. Segundo Wagner, essas pessoas avançaram economicamente, seja por meio do emprego, da qualificação profissional ou da ampliação de atividades empreendedoras.

    “Essas pessoas progrediram. Eu tenho certeza de que as pessoas não querem depender de um programa social, mas quem precisa sabe o valor dele. As pessoas querem ter o orgulho de comprar comida para dentro de casa, fruto do suor da testa, do calo da mão, do seu trabalho. É assim que acontece. Mas quando a pessoa precisa dar o primeiro arranque, o Bolsa Família é fundamental”, defendeu.