Lidice vê adesão da militância e esperança na vitória de Lula

    Em coletiva durante entrega de 110 ônibus escolares na Bahia, a deputada aposta na vitória de Lula, critica manipulação das redes e defende reforma política

    Foto: bahia.ba

    Em entrevista coletiva realizada nesta quarta-feira (21), durante a entrega de 110 ônibus escolares destinados a municípios do interior baiano, a deputada federal, Lidice da Mata (PSB), manifestou otimismo quanto ao segundo turno da eleição presidencial e avaliou os desafios do sistema eleitoral brasileiro.

    “Percebo com muita alegria que há realmente uma adesão grande da militância política de Lula em todo o país, estou muito esperançosa na vitória e basta ver as redes sociais também, como a militância de esquerda conseguiu aderir a esse movimento que antes era dominado pela extrema direita e também pela manipulação da Meta e das big techs, que comandam o mundo digital”, declarou.

    A deputada, que não conseguiu se reeleger como deputada federal nesta eleição, ressaltou que o eleitor brasileiro ainda encontra dificuldades para compreender o funcionamento do sistema eleitoral. “Muitos me dizem: ‘Como é possível? Você teve mais voto do que fulano que se elegeu’. Isso acontece porque não há uma explicação clara sobre o sistema eleitoral brasileiro. Ele é complexo e precisa de mudanças”, explicou.

    Lidice falou ainda sobre o crescimento dos influenciadores na política. “Isso já vinha aparecendo no Brasil e agora se intensifica. Com esse movimento, desconstrói-se uma certa representação territorial”, avaliou. Ela citou como exemplo São Paulo, onde nunca se elegeu tanta gente na capital. “Não é ainda um fenômeno nordestino ou baiano, mas já há sinais de que esse movimento pode gerar uma sub-representação de regiões do interior dos estados e dos estados brasileiros como um todo”, alertou.

    Para a Lidice, a Câmara dos Deputados não pode conviver com esse sistema da forma como está. “É preciso ter uma reforma política, não para impedir modernidades, mas uma reforma que possa democratizar de fato o sistema político-eleitoral no Brasil, que hoje está hiperconcentrado. Não é de todo estranho a influência das emendas, embora os influenciadores não venham de emendas, mas eles vêm do domínio de um certo tipo de manipulação das redes”, concluiu.