Suspeito de tentar matar ex-prefeito é preso em Senhor do Bonfim

    O crime ocorreu em 16 de outubro deste ano e teria sido motivado por vingança

    Marlo André (PT) foi prefeito de Pindobaçu de 2013 a 2016 (Fotos: reprodução/Redes Sociais e Polícia Civil)

    Um empresário, de 56 anos, investigado por ser o mandante da tentativa de homicídio contra o ex-prefeito de Pindobaçu, Marlos André (PT), foi preso em Senhor do Bonfim, na terça-feira (20). O crime ocorreu em 16 de outubro deste ano, no bairro Populares.

    Marlos André foi prefeito de Pindobaçu, na Região Centro-Norte da Bahia, entre 2013 e 2016. O município fica a cerca de 41 km de Senhor do Bonfim, onde o crime ocorreu.

    Segundo o coordenador da 19ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (19ª COORPIN/Senhor do Bonfim), delegado Atilio Tercio, a investigação aponta que o crime teria sido motivado por vingança, após o empresário, identificado como Francisco José Antunes de Santana, perder uma ação judicial relacionada a uma disputa pela posse de um posto de gasolina em Pindobaçu.

    A ação foi realizada pela 1ª Delegacia Territorial (DT/Senhor do Bonfim), vinculada à 19ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (19ª COORPIN/Senhor do Bonfim).

    Crime foi flagrado por câmeras de videomonitoramento

    De acordo com as investigações, a vítima trafegava em seu veículo pela cidade quando foi interceptada por outro automóvel. Imagens de câmeras de videomonitoramento mostram um homem descendo do veículo com uma arma de fogo e avançando em direção ao ex-prefeito.

    A tentativa de homicídio não foi consumada porque a vítima percebeu a movimentação suspeita e conseguiu fugir. Mesmo assim, o executor a perseguiu por alguns metros.

    O delegado Atilio Tercio destacou a contribuição das imagens de videomonitoramento para o esclarecimento da dinâmica dos fatos. “Os elementos de informação reunidos ao longo da investigação possibilitaram as medidas cautelares cabíveis e o cumprimento do mandado de prisão. As investigações seguem em curso para judicializar outros possíveis envolvidos”, afirmou.