Irmã de Carla Zambelli anuncia voto em Lula: ‘Penso diferente’

    Paula Brasil afirmou que ama e admira os familiares, mas ressaltou que pensa diferente deles ao anunciar seu voto no presidente Lula

    Foto: Reprodução / Redes Sociais

    A advogada Paula Brasil, irmã da ex-deputada federal Carla Zambelli (PL), utilizou as redes sociais para publicar um vídeo em que declara voto no presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições presidenciais de 2026. 

    “Eu sei que esse silêncio tem um preço e eu hoje não estou mais disposta a pagar. Então eu esperei o primeiro turno das eleições para que não houvesse nenhum prejuízo […] Meu nome é Paula Zambelli Salgado Brasil. No dia 25, eu vou votar 13. Eu sou uma Zambelli que vota 13. Para o nosso país continuar democrático, soberano e respeitador de todas as formas de existência”, disse Paula.

    Paula disse ainda que tornou  tornar pública sua posição política após anos evitando manifestações por causa da exposição da irmã. Segundo ela, os pedidos de jornalistas para que se posicionasse começaram a se intensificar em 2020, durante a pandemia de Covid-19, quando Carla ganhou maior projeção pública.

    “Eu sei que esse silêncio tem um preço, e eu hoje não estou mais disposta a pagar”, afirmou.

    Diferenças políticas na família

    No vídeo, Paula também falou sobre a relação com os familiares e ressaltou que as divergências políticas não mudam seus sentimentos por eles.

    “Eu amo a Carla, minha mãe, eu amo o Bruno, meu irmão, e eu tenho uma grande admiração pelas pessoas que eles são, mas eu penso diferente deles”, disse.

    Ela também explicou que a escolha de dar destaque ao sobrenome Brasil foi uma forma de seguir um caminho diferente do da irmã. Segundo Paula, após o divórcio, há cerca de dez anos, ela optou por valorizar o sobrenome Brasil, enquanto Carla passou a dar mais evidência ao nome Zambelli durante sua trajetória política.

    Paula destacou ainda preocupações com a liberdade de expressão e a convivência entre pessoas com opiniões e modos de vida diferentes.

    “Quando a gente tem medo de falar o que a gente pensa, quando a gente corre risco por existir, por ser diferente, é preciso que as pessoas se pronunciem”, afirmou.