Parlamentares fazem abaixo-assinado pelo impeachment de Bruno Reis

    Petição motivada por atrasos no transporte público já reúne mais de 110 mil assinaturas

    Bruno Reis (União Brasil) durante entrega de obra de contenção de encosta em Plataforma (Foto: Daniel Serrano/bahia.ba)

    Parlamentares do PSOL realizaram, na tarde deste domingo (25), um abaixo-assinado coletando manifestações pelo impeachment do prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil).

    A medida começou a ganhar força nas redes sociais no fim da tarde, impulsionada pelos relatos de eleitores que enfrentaram dificuldades e longos períodos de espera nos pontos de ônibus durante o horário de votação do segundo turno das eleições.

    O pedido de impeachment foi lançado e compartilhado pelo deputado estadual Hilton Coelho (PSOL) e contou também com a organização do vereador de Salvador Hamilton Assis (PSOL). A iniciativa rapidamente ganhou adesão popular e, até o momento da publicação desta reportagem, a mobilização digital registra 110.534 assinaturas verificadas.

    Impeachment de Bruno Reis?

    A petição enviada à Câmara Municipal de Salvador requer a abertura formal do processo de apuração de responsabilidade político-administrativa e a eventual cassação do mandato do gestor.

    Sob a premissa de que a gratuidade sem ônibus em circulação não garante o acesso às urnas, o movimento denuncia que o comprometimento do sistema de transporte ultrapassou seis horas desde a abertura das garagens e alcançou mais de quatro horas após o início da votação nas seções eleitorais.

    O documento destaca ainda que o episódio motivou uma intervenção do Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA), que determinou o restabelecimento imediato da frota integral com frequência de dia útil sob pena de multa de R$ 1 milhão por hora de descumprimento.

    Justificativa de Bruno Reis

    Por outro lado, a Prefeitura de Salvador divulgou imagens que mostram servidores retirando adesivos do Partido dos Trabalhadores (PT) fixados em veículos da frota municipal.

    A administração defende que os problemas operacionais ocorridos ao longo do dia foram provocados pela necessidade de remover o material de campanha colado durante a madrugada, atendendo às determinações da Justiça Eleitoral que proíbem propaganda partidária nos serviços de transporte gratuito.

    O prefeito Bruno Reis declarou que a grande maioria dos coletivos apresentou propaganda irregular no momento de deixar as garagens e que a decisão das concessionárias em retirar os adesivos causou o atraso no início da operação.

    O gestor pontuou que os empresários relataram a irregularidade eleitoral e citou a vinculação histórica do Sindicato dos Rodoviários com o PT, ressaltando, contudo, que não pode apontar os responsáveis diretos pela colocação dos materiais na frota.